Alta na demanda impulsiona técnicas complementares, como uso de pelos da barba para tratar casos de calvície mais avançada
A procura por transplante capilar tem crescido no Brasil, especialmente entre o público masculino na faixa dos 30 aos 55 anos, período em que quadros de calvície costumam estar em progressão mais avançada. Esse movimento tem colocado em evidência técnicas capazes de ampliar as opções de tratamento para pacientes com menos fios disponíveis na área doadora tradicional, caso do Body Hair Transplant, que utiliza pelos corporais, principalmente da barba, como fonte complementar de folículos.
Mais opções para casos que antes eram limitados
Segundo o Dr. Paulo Lu Tai Zon, médico especialista em transplante capilar com mais de 15 anos de atuação na área, o avanço da técnica ampliou o leque de possibilidades para pacientes com calvície avançada.
“Hoje conseguimos planejar casos que, há alguns anos, tinham opções mais limitadas. Quando a técnica é bem indicada, os fios da barba podem fazer uma grande diferença na estratégia para aumentar a cobertura”, afirma o especialista.
O que torna a barba uma fonte estratégica
Os fios da barba costumam ser mais espessos que os do couro cabeludo, característica que ajuda na sensação de densidade em áreas mais extensas de calvície. “A barba pode ser uma excelente área doadora para determinados pacientes. Dependendo da densidade, podemos extrair até 4 mil folículos somente de barba considerando regiões como o rosto, abaixo do queixo e o pescoço. Como esses fios costumam ser mais grossos, eles podem ajudar bastante na sensação de densidade, principalmente quando precisamos tratar áreas maiores de calvície”, explica o Dr. Paulo Lu Tai Zon.
Técnica acompanha avanço da extração folicular
O crescimento da procura por tratamentos capilares no país também acompanha o avanço das técnicas de extração folicular, que hoje permitem transplantar pelos da barba com resultados naturais, desde que o planejamento leve em conta as diferenças de textura e ciclo de crescimento entre os fios de diferentes regiões do corpo.
Esse cenário ajuda a explicar por que cada vez mais homens em busca de solução para calvície avançada têm perguntado sobre alternativas além do couro cabeludo, e por que o Body Hair Transplant vem ganhando espaço como parte do planejamento de casos mais complexos no país.
Retirada segue planejamento individual
A extração dos fios da barba não segue um padrão único. Cada retirada é planejada de acordo com a densidade de pelos e as características de cada paciente, com o cuidado de preservar a aparência natural da região doadora depois do procedimento. Estudos publicados no Dermatologic Surgery e pela ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery) reforçam essa cautela ao apontar taxas de sobrevivência dos folículos da barba entre 80% e 90%, patamar que respalda a ampliação do uso da técnica observada nos últimos anos no país.
Barba entra como complemento, não substituição
Vale destacar que o Body Hair Transplant não representa trocar o cabelo pela barba. “O transplante capilar não é simplesmente retirar o maior número possível de fios e colocá-los onde falta cabelo. Precisamos avaliar a qualidade desses fios e pensar onde eles podem ser melhor aproveitados. Em uma calvície grande, cada fio conta e o planejamento faz toda a diferença”, afirma o Dr. Paulo Lu Tai Zon. Para o público goiano que acompanha a crescente procura por tratamentos capilares na região Centro-Oeste, o dado reforça que a técnica segue uma lógica de planejamento, não de volume bruto de fios extraídos.