Dermatologista Stéfany Casagrandi explica quando o FoLix é usado como único tratamento e quando entra em conjunto com medicações
Para parte dos pacientes com queda de cabelo, o tratamento pode dispensar remédios. É o caso de quem recebe o FoLix, laser fracionado liberado pela FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, como monoterapia, isto é, como terapia única. Para outros, o mesmo equipamento atua como terapia adjunta, somado a medicações e a outros procedimentos para o couro cabeludo.
A escolha entre os dois caminhos depende do diagnóstico, segundo a dermatologista Stéfany Casagrandi, Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, que já tratou mais de 100 pacientes com a tecnologia em Bauru (SP) desde agosto.
“Antes de qualquer coisa, eu preciso entender por que aquele cabelo está caindo. A partir do diagnóstico, decido se o laser resolve sozinho ou se ele vai trabalhar junto com outras terapias”, explica.
Quando o laser é a única terapia
A monoterapia com o FoLix é indicada sobretudo para quem busca uma alternativa sem medicamentos. Nesses casos, o laser concentra todo o tratamento, com sessões que duram no máximo 30 minutos, sem cortes ou agulhas, e retorno imediato à rotina.
Quando a avaliação aponta essa necessidade, o laser passa a trabalhar ao lado de medicações e de outros procedimentos, com o objetivo de potencializar o resultado.
O que os estudos mostram sobre a combinação
As duas formas de uso aparecem na literatura. Uma revisão sistemática publicada em 2026, dedicada a lasers e dispositivos de energia no tratamento da alopecia androgenética, registrou taxa de melhora avaliada pelos médicos de 95,3% nos protocolos que combinaram o laser fracionado a outras terapias, frente a 77,2% quando ele foi aplicado sozinho.
Outra revisão, uma metanálise publicada no mesmo ano no Journal of Cosmetic Dermatology com 15 estudos e 1.097 pacientes, concluiu que o laser fracionado aumenta de forma significativa a densidade dos fios em comparação aos grupos de controle, com efeitos adversos em geral leves e passageiros.
Como o equipamento age
Desenvolvido pela israelense Lumenis e registrado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o FoLix emite feixes microscópicos de luz que criam pequenas zonas de aquecimento controlado no couro cabeludo. O estímulo ativa os mecanismos naturais de regeneração do organismo, aumenta a circulação e desperta folículos enfraquecidos. O protocolo costuma ter de quatro a seis sessões, com intervalo mensal.
“O retorno que mais ouço é: ‘doutora, parou de cair e sinto que está mais preenchido’. Cada pessoa responde no seu tempo, mas ver esse resultado no dia a dia do consultório é muito gratificante”, relata a médica.
Diagnóstico como ponto de partida
A investigação da causa é o que orienta a conduta, já que a queda de cabelo tem origens diversas. Estudo com a população brasileira, citado em revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia, periódico da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), identificou alopecia de padrão feminino em 32,3% das mulheres adultas.
Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, onde cursa o doutorado, e formada em Medicina pela UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), Stéfany é speaker da Lumenis e desenvolve a primeira pesquisa científica do Brasil sobre o FoLix.
Na prática, o laser pode bastar sozinho em parte dos casos, principalmente para quem procura uma alternativa sem remédios. Em outros, a combinação com medicações é o caminho definido após a avaliação médica.
Serviço: Clínica Dra. Stéfany Casagrandi
Avenida Getúlio Vargas, 12-80, Bauru (SP)
Agendamentos: (14) 99156-5335
Instagram: @drastefanycasagrandi e @stecasagrandidermatologia
Responsável técnica: Dra. Stéfany Casagrandi, CRM-SP 204936, RQE nº 99232








