Descontos acertados pela empresa e pelas agências entram na análise ao lado das demais ofertas, sob a mesma política de viagens
Tarifas com descontos negociados pela empresa e pelas agências passam a fazer parte da comparação de ofertas na Loupit, Travel Tech brasileira que combina um marketplace de viagens corporativas com uma plataforma integrada de viagens e despesas. Os acordos corporativos entram na análise junto às demais alternativas disponíveis no momento da compra.
Com isso, a empresa preserva o valor das negociações já feitas e amplia a visibilidade sobre as condições de mercado. O modelo permite trabalhar com uma única agência ou comparar ofertas de até três agências no mesmo ambiente.
Acordos na mesma análise
Na Loupit, os resultados das agências consideram o preço final, incluindo as taxas de serviço negociadas. Além das ofertas das agências, o sistema compara preços com os sites de companhias aéreas e hotéis, oferecendo referências para avaliar a competitividade de cada opção antes de concluir a reserva.
Para Amos Aliperti, diretor de Customer Experience na Loupit, a análise precisa ir além da taxa cobrada pela agência.
“Uma taxa de serviço baixa, sozinha, não demonstra que a empresa fez a melhor compra. É preciso olhar o valor final, a bagagem, as regras de alteração, o cancelamento e as condições de atendimento. Quanto mais clara for essa comparação, mais consistente será a decisão”, afirma.
Regras da organização
A comparação ocorre dentro das regras da empresa. A política de viagens, os limites de gastos, os centros de custo e os fluxos de aprovação continuam orientando as escolhas, independentemente da agência selecionada, e os relatórios consolidam as compras realizadas com diferentes parceiros.
Na avaliação de Patrick Tytgadt, CEO da Loupit, essa arquitetura permite que as agências sejam valorizadas pela qualidade do que entregam.
“A agência tem um papel fundamental no atendimento, na negociação e na resolução dos problemas do viajante. Queremos que ela seja escolhida por essa capacidade e pela competitividade das suas condições. Quando a empresa pode comparar e mudar de parceiro preservando sua estrutura de gestão, a relação comercial ganha mais transparência”, diz.
Mercado em expansão
A competição a cada compra ganha relevância em um setor que cresce. Levantamento da Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) mostra que as agências associadas faturaram R$ 11,07 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, alta de 7,41% sobre o mesmo período de 2025. Em setembro, o número de transações recuou 5%, para 1,63 milhão, enquanto o tíquete médio subiu 7,1% e chegou a R$ 803,67.
No cenário global, o relatório BTI (Business Travel Index) 2026, da GBTA (Global Business Travel Association), projeta que os gastos com viagens corporativas alcancem o recorde de US$ 1,71 trilhão neste ano, com alta de 7,2%, enquanto a quantidade de viagens deve crescer 1,3%, reflexo do aumento dos custos de transporte e de viagem.
Um exemplo de aplicação é a Uniglobe Pro, agência de viagens corporativas que utiliza a tecnologia da Loupit para integrar reservas, políticas, aprovações e despesas. Seus clientes podem comprar exclusivamente com a Uniglobe Pro ou comparar suas ofertas com outras agências homologadas no marketplace, mantendo a gestão centralizada e o atendimento especializado da agência nas viagens que ela comercializa.
A Loupit foi a primeira Travel Tech a ter integração com inteligência artificial agêntica para a compra de viagens corporativas, com integração ao ChatGPT, Claude, Copilot e Gemini que respeita a política de viagens, as tarifas negociadas e os fluxos de aprovação da empresa.
Para os decisores, a proposta da Loupit é reunir em uma só plataforma acordos negociados, comparação de ofertas e regras corporativas.








