SAÚDE

Queda de cabelo pode ser reflexo de mudanças hormonais e perda rápida de peso

A queda de cabelo pode ser um dos primeiros sinais de que o organismo passou por uma mudança importante. Após a gestação, alterações hormonais podem favorecer o chamado eflúvio telógeno, condição em que uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase de repouso e, posteriormente, na fase de queda. O fenômeno também pode aparecer durante ou depois de processos de emagrecimento com perda rápida de peso. Com a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, a queixa passou a ser observada por algumas pessoas durante o processo de emagrecimento. Segundo a biomédica esteta Vânia de Paula, da VP Saúde Estética, a queda não deve ser atribuída automaticamente à medicação. “A gente precisa entender quando essa queda começou e o que estava acontecendo naquele período. No pós-parto, temos uma mudança hormonal muito grande. No emagrecimento, precisamos olhar para a velocidade da perda de peso, a alimentação e se existe alguma deficiência nutricional. Não existe um tratamento único para todo mundo”, explica. Durante a gestação, as alterações hormonais podem manter mais fios na fase de crescimento. Depois do parto, com a mudança hormonal, parte deles passa para a fase de repouso, e a queda pode se tornar mais evidente alguns meses depois. De acordo com a American Academy of Dermatology, a queda pós-parto costuma atingir maior intensidade por volta do quarto mês e, na maioria dos casos, a densidade dos fios é recuperada gradualmente. Quando o quadro é intenso ou prolongado, porém, é importante investigar outras possíveis causas.

No caso do emagrecimento, a queda pode estar relacionada à própria mudança metabólica, à velocidade da perda de peso e à redução da ingestão de determinados nutrientes. “Quando a pessoa emagrece muito e rapidamente, o organismo entende que está passando por uma mudança. Muitas vezes, a alimentação também muda bastante. Por isso, quando aparece uma queda capilar, precisamos investigar o que aconteceu durante esse processo e não simplesmente colocar a culpa na caneta”, afirma Vânia. A deficiência nutricional também é um fator que merece atenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 35,5% das gestantes de 15 a 49 anos apresentavam anemia em 2023, em uma estimativa global, e a deficiência de ferro está entre as principais causas da condição. Para casos de queda associada ao emagrecimento, a avaliação nutricional pode ser importante principalmente quando existe uma restrição alimentar significativa. A especialista ressalta, porém, que a queda não significa necessariamente falta de vitaminas. “Não significa que toda pessoa que emagreceu e está com queda de cabelo esteja com falta de vitaminas. É preciso investigar. Quando existe uma deficiência, ela precisa ser corrigida, mas o cuidado com o cabelo também envolve olhar para o couro cabeludo e para as condições dos fios”, diz. Na VP Saúde Estética, o cuidado inclui um protocolo personalizado de intradermoterapia capilar, definido a partir da avaliação individual. O procedimento consiste na aplicação de ativos diretamente no couro cabeludo ou em regiões que necessitam de estímulo, dentro de uma estratégia voltada ao fortalecimento e crescimento dos fios.

O protocolo utilizado pela VP Saúde Estética pode ser associado a tecnologias como LEDterapia e radiofrequência, de acordo com a necessidade identificada na avaliação. Segundo Vânia, a luz azul é utilizada como parte dos cuidados com o equilíbrio do couro cabeludo, enquanto a luz vermelha atua por fotobiomodulação. A radiofrequência também pode ser incorporada ao tratamento conforme cada caso. “A ideia é não olhar somente para o fio que está caindo. A gente precisa cuidar do couro cabeludo e entender o ambiente em que aquele cabelo está crescendo. Por isso, o protocolo é personalizado e pode mudar de uma paciente para outra”, explica. O acompanhamento pode ser realizado semanalmente ou a cada 15 dias, conforme a avaliação e a estratégia definida para cada paciente. Antes do início do protocolo, a história de cada pessoa é considerada para identificar possíveis gatilhos e avaliar a necessidade de investigação complementar. Para a biomédica, tanto o período após a gestação quanto o processo de emagrecimento representam momentos de mudanças no organismo que merecem atenção. “O cabelo acaba mostrando um pouco do que está acontecendo com o corpo. Seja depois de uma gestação ou de um processo de emagrecimento, quando a paciente percebe uma queda diferente do habitual, o ideal é investigar e cuidar cedo. Quanto mais individualizado for esse olhar, melhor conseguimos entender o que aquele cabelo está precisando”, conclui.

O que você achou?