Iniciativa fundada por Uesllen Francisco promoveu ensaio especial em São Paulo, com a participação de profissionais da saúde, para destacar a importância do autocuidado, da reconstrução mamária e do resgate da identidade de mulheres que enfrentam o câncer.
O Projeto Estive Aqui completou 12 anos de atuação com uma ação especial em alusão ao Outubro Rosa, unindo saúde, estética e acolhimento emocional para valorizar a autoestima de pacientes em tratamento oncológico. Fundada pelo influenciador social Uesllen Francisco, a iniciativa tem como propósito valorizar a vida, promover a dignidade e fortalecer mulheres que enfrentam o câncer, ressaltando a importância do cuidado com o corpo e do reconhecimento da própria história.
A programação comemorativa foi marcada por um ensaio especial coordenado pela modelo goiana Caetana Santos, madrinha do projeto, que atualmente mora em São Paulo. A atividade teve como inspiração a ideia de que toda mulher deve ter a oportunidade de se sentir confiante e orgulhosa de sua trajetória, independentemente das dificuldades enfrentadas durante o tratamento.
A mobilização também destacou que o autocuidado e a valorização da própria imagem não devem ficar restritos ao Outubro Rosa. A proposta é reforçar a importância de manter a atenção à saúde, ao bem-estar e à autoestima durante todo o ano, especialmente entre mulheres que passam por transformações físicas e emocionais decorrentes do câncer.
Reconstrução mamária e autoestima
Entre os temas abordados durante a ação esteve a importância da reconstrução mamária para mulheres que passaram pela mastectomia, procedimento cirúrgico que consiste na retirada de uma ou ambas as mamas. O cirurgião plástico Dr. Ailthon Takishima participou da iniciativa e destacou o papel da reconstrução no processo de recuperação da autoestima e na relação das pacientes com o próprio corpo.
A reconstrução mamária pode representar uma etapa significativa na trajetória de mulheres que enfrentaram o câncer de mama. Além dos aspectos físicos, o procedimento pode contribuir para o bem-estar emocional e para a reconciliação com a própria imagem, respeitando as necessidades e as escolhas de cada paciente.
A iniciativa buscou dar visibilidade a essas possibilidades de cuidado, ressaltando que o processo de recuperação vai além do tratamento da doença e também envolve aspectos relacionados à identidade, à confiança e à qualidade de vida.
Prótese areolar externa oferece alternativa para o resgate da autoimagem
Outro destaque da ação foi a participação das enfermeiras Joice Gomes e Patricia Dias, representantes do Projeto Areola Prosthesis. Elas apresentaram a prótese areolar externa como uma alternativa para mulheres que passaram pela retirada da mama e buscam recuperar aspectos da aparência mamária após o tratamento oncológico.
A prótese pode auxiliar no resgate da identidade visual e da autoimagem, contribuindo para que as pacientes se sintam mais confiantes diante do espelho. A alternativa também pode ser considerada em diferentes etapas do processo de recuperação, inclusive antes da reconstrução cirúrgica ou como complemento a ela, conforme as necessidades de cada mulher.
Ao incluir essa abordagem na programação, o Projeto Estive Aqui ampliou o debate sobre as possibilidades de cuidado disponíveis para pacientes oncológicas, destacando a importância de oferecer alternativas que considerem não apenas as necessidades físicas, mas também a dimensão emocional da recuperação.
Doze anos de acolhimento e valorização da vida
Ao completar 12 anos, o Projeto Estive Aqui reafirma sua atuação como uma rede de apoio e visibilidade para pacientes oncológicos e suas famílias. Desde a criação, a iniciativa busca transformar histórias, promover dignidade e valorizar a vida de pessoas que enfrentam os desafios relacionados ao câncer.
A ação especial realizada em São Paulo, em referência ao Outubro Rosa, reuniu profissionais da saúde e integrantes da iniciativa em torno de uma mensagem central: a importância de reconhecer a história de cada mulher, respeitar sua trajetória e fortalecer sua autoestima.
Mais do que marcar uma data comemorativa, a mobilização destacou a necessidade de manter o acolhimento e o autocuidado presentes ao longo de todo o ano, contribuindo para que mulheres que enfrentam o câncer também encontrem espaço para reconstruir a relação com a própria imagem e reconhecer a força de suas histórias.








