Falta de especialistas perto da comarca é um dos entraves da prova técnica. Rede nacional aposta em roteamento por localização
Nas capitais, encontrar um médico perito de determinada especialidade tende a ser mais simples. Nas comarcas do interior, a combinação de especialidade exigida e profissional disponível perto do fórum pode demorar, e o processo espera.
A regra da nomeação
Pelo Código de Processo Civil, o juiz nomeia perito especializado no objeto da perícia (artigo 465), entre os inscritos no cadastro do tribunal (artigo 156). A dificuldade, no interior, está em ter nomes disponíveis nesse cadastro.
Busca por proximidade
A M Perícias, de Maringá (PR), organiza uma rede de 1.852 peritos médicos ativos nos tribunais, com cadastro em todos os estados do país, de capitais a comarcas do interior, e direciona cada pedido ao profissional mais próximo da comarca de origem. Goiás está entre os estados com peritos cadastrados na rede.
“Para o juiz, o problema não é só encontrar um perito. É encontrar um perito da especialidade certa, perto da comarca, que aceite a nomeação e entregue o laudo no prazo”, afirma Alcides Martinhago Junior, CEO da M Perícias.
Depois da nomeação
A empresa confirma a logística do perito para a comarca e acompanha os prazos processuais, como os cinco dias para a proposta de honorários (artigo 465) e a entrega do laudo antes da audiência (artigo 477). Segundo a M Perícias, foram 15.779 perícias geridas entre março e setembro de 2026.
“A gente se vê como uma empresa de tecnologia que trabalha para a Justiça andar mais rápido. Cada laudo entregue no prazo é um processo que não fica parado”, diz Martinhago.
Para as comarcas do interior, o ganho está em encurtar a distância entre o processo e o especialista, com a nomeação sempre a cargo do juiz.



