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Pela BR-153: como o IPOG saiu de Goiânia para Palmas, Cuiabá e o país

Fundada na capital goiana em 2001, a instituição de ensino abriu mercados no Tocantins e em Mato Grosso com prospecção presencial

Fundada na capital goiana em 2001, a instituição de ensino abriu mercados no Tocantins e em Mato Grosso com prospecção presencial

Criado em Goiânia, em 2001, o IPOG (Instituto de Pós-graduação e Graduação) completou 25 anos em 26 de setembro com atuação nacional, 24 unidades e mais de 350 mil profissionais atendidos. O caminho para fora de Goiás começou pelo Tocantins e passou pela BR-153, percorrida de cidade em cidade para apresentar os cursos.

A primeira frente fora de Goiás

Dois anos depois da fundação, o estudante de Direito Paulo Santana convidou o colega de faculdade Leonardo Oliveira para estruturar uma operação em Palmas. Leonardo estudou o mercado local, propôs entrar como sócio e vendeu o carro para investir no projeto.

Sem as ferramentas digitais de hoje, a captação de alunos era feita no corpo a corpo. Ele circulava pelas cidades e visitava postos de saúde, entidades de classe, fóruns e órgãos públicos.

A estrada como canal de vendas

Quando as turmas de Palmas não atingiram o número mínimo para se viabilizar, Leonardo vendeu também o celular, alugou um carro e seguiu pela BR-153 apresentando pessoalmente a proposta. A estratégia deu resultado e abriu caminho para Cuiabá, em Mato Grosso, e, na sequência, para outras cidades e regiões.

“Eu não conhecia muito sobre educação, mas acreditei muito na proposta e no projeto. No começo, a gente fazia de tudo: vendia, ajudava no marketing, acompanhava os professores e ouvia os alunos. Essa proximidade fez com que aprendêssemos muito rápido sobre educação e sobre aquilo que estávamos entregando”, recorda Leonardo.

A base goiana

A origem da empresa é uma demanda percebida em Goiânia. Paulo buscava uma especialização em Direito Civil e Processo Civil e encontrou poucas opções. O primeiro endereço foi uma sala comercial de cerca de 30 metros quadrados na capital, e o plano original previa apenas duas turmas.

A expansão pelo Centro-Oeste e pelo Norte veio acompanhada da ampliação do portfólio. A proximidade com profissionais, professores e entidades de classe ajudava a identificar novas áreas de formação em cada praça.

“Começamos a perceber logo no início, por estarmos muito próximos dos alunos, o tamanho da responsabilidade que havia nos nossos projetos. Muitas pessoas tinham economizado durante meses, adiado viagens ou outros planos e estavam colocando aquele sonho nas nossas mãos. Isso mudou a forma como passamos a olhar para aquilo que entregávamos”, afirma o sócio acionista.

Da presença física ao digital

Em 2006, o IPOG iniciou o processo para se tornar instituição de ensino superior, passo que levou à Faculdade IPOG. Hoje são mais de 200 cursos de pós-graduação, graduação e extensão, além de educação corporativa, nota máxima (5) na avaliação do MEC (Ministério da Educação) e mais de dois mil colaboradores.

O modelo territorial mudou com o tempo. Antes da pandemia, a instituição chegou a ter mais de 50 unidades. Com o avanço das aulas on-line, a rede foi redesenhada para as atuais 24, que combinam presença física nacional e atuação digital.

Crescimento a partir dos mercados vizinhos

Para Leonardo, a expansão só se sustentou porque o projeto passou a envolver muita gente além dos dois sócios.

“Esse sonho foi deixando de ser apenas meu e do Paulo. Muitas pessoas se conectaram ao IPOG, cresceram junto com a instituição e ajudaram a construir o que temos hoje. Quando encontramos um aluno que conta que mudou de carreira, abriu uma empresa ou alcançou um objetivo profissional, conseguimos enxergar a dimensão desse impacto”, comenta o empresário.

A trajetória mostra uma empresa goiana que ganhou escala nacional a partir de mercados vizinhos, com prospecção presencial em cidades do Tocantins e de Mato Grosso antes de alcançar outras regiões do país.

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