BRASIL

Nuvem cobrada em real tira a variação do dólar da conta de TI das empresas

HugeCloud, da Huge Networks, fatura em moeda nacional e inclui o tráfego de saída nos planos para dar previsibilidade ao orçamento de tecnologia

HugeCloud, da Huge Networks, fatura em moeda nacional e inclui o tráfego de saída nos planos para dar previsibilidade ao orçamento de tecnologia

Planejar o orçamento de tecnologia exige saber quanto a empresa vai pagar ao longo do ano. Quando a fatura de nuvem é cotada em dólar, esse valor passa a depender do câmbio. A Huge Networks, empresa brasileira de cibersegurança fundada em 2014, estruturou sua plataforma de computação em nuvem, a HugeCloud, para retirar essa variável da conta: a cobrança é feita em reais.

Custo de nuvem no topo das preocupações

Controlar gastos com nuvem é hoje um dos principais desafios das organizações. Na pesquisa State of the Cloud 2026, da Flexera, 85% dos entrevistados apontam a gestão de custos de nuvem como a maior dificuldade. O mesmo levantamento estima que 29% dos gastos com nuvem são desperdiçados, índice que voltou a subir pela primeira vez em cinco anos.

Enquanto isso, o mercado continua crescendo. A IDC (International Data Corporation) projeta que o segmento brasileiro de infraestrutura em nuvem, o IaaS, alcance US$ 4,4 bilhões em 2026, com alta de 18,5% sobre 2025.

Moeda nacional e tráfego incluído

Além da cobrança em reais, a HugeCloud inclui nos planos o tráfego de saída, tarifa cobrada pela transferência de dados para fora da nuvem e que costuma pesar na fatura. A proteção contra ataques de negação de serviço, o anti-DDoS, também faz parte de todos os pacotes. O contrato prevê SLA (acordo de nível de serviço), e o suporte técnico funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com engenheiros que atendem em português.

“O diretor financeiro precisa saber quanto vai pagar no fim do mês. Com a fatura em dólar e o tráfego cobrado à parte, esse número vira uma estimativa. Nós cobramos em real e colocamos o tráfego dentro do plano”, afirma Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.

Estrutura por trás da oferta

A plataforma foi desenvolvida integralmente no Brasil e opera com zonas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre. Com as zonas nacionais, os dados ficam no país, sob a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

A base da HugeCloud é a rede que a Huge construiu ao longo de mais de uma década em segurança digital. A empresa protege mais de mil companhias e, segundo o bgp.tools, ocupava em setembro de 2026 o quinto lugar no Brasil em AS Cone, indicador que mede quantas redes chegam à internet por meio de uma infraestrutura. Em setembro, recebeu da BSI (British Standards Institution) a certificação ISO/IEC 27001:2022. No mesmo ano, foi classificada como Product Challenger em XDR (Extended Detection and Response) pelo ISG Provider Lens, da consultoria ISG (Information Services Group).

“Passamos mais de uma década construindo uma rede para proteger empresas de ataques. A parte mais difícil de uma nuvem, que é a infraestrutura de rede, nós já tínhamos. Faltava colocar computação em cima dela”, diz Nascimento.

Previsibilidade como critério de escolha

Para quem decide os investimentos de tecnologia, a questão vai além do preço de tabela. Conta o quanto a fatura pode variar de um mês para outro. Com a cobrança em reais e o tráfego de saída já incluído, a proposta da HugeCloud é que o valor contratado seja o valor pago, sem depender do câmbio nem de cobranças adicionais pelo volume de dados transferidos.

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