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Marca de cosméticos nova: os números que guiam os primeiros 24 meses

Renato Silva, da Tessora, explica como ticket médio, recompra e margem vão orientar a operação da Eathern Longevité após o lançamento

Renato Silva, da Tessora, explica como ticket médio, recompra e margem vão orientar a operação da Eathern Longevité após o lançamento

Na Eathern Longevité, marca de skincare fundada por Viviane Aragão e estruturada pela Tessora, empresa que tem Renato Silva à frente, os indicadores comerciais foram definidos antes da primeira venda. O planejamento parte de um ticket médio de R$ 440 por pedido.

Com o início das vendas, essa premissa será acompanhada ao lado de outros quatro indicadores: volume de pedidos, custo de aquisição de clientes, recompra e margem. A leitura conjunta desses números deverá orientar a reposição de estoque, a comunicação e os próximos investimentos.

Planejamento de 24 meses e visão de cinco anos

O planejamento operacional abrange pelo menos 24 meses e se conecta a uma visão de expansão de cinco anos. Para projetos com condições de investimento e execução compatíveis, Silva trabalha com o horizonte de buscar R$ 2 milhões a R$ 3 milhões de faturamento acumulado nos primeiros 18 meses de operação e, depois, R$ 5 milhões a R$ 10 milhões anuais até o quinto ano.

Essas faixas são referências de planejamento da Tessora, condicionadas às metas e à evolução de cada negócio, e não correspondem a vendas realizadas pela Eathern Longevité. A expansão depende da demanda, da capacidade de abastecimento e dos recursos para financiar o crescimento.

O investimento por trás da operação

O projeto soma R$ 270 mil, sendo R$ 170 mil em serviços para estruturar o negócio e R$ 100 mil em produção e industrialização. Além desses valores, a operação exige despesas comerciais e capital de giro.

A parcela de serviços abrange a construção das bases estratégicas, técnicas e empresariais previstas no projeto. O trabalho conecta posicionamento, desenvolvimento de produtos, embalagens e planejamento comercial, estabelecendo como a marca pretende chegar ao consumidor e sustentar a operação ao longo do período planejado.

O trabalho foi estruturado pelo Brand Labs, principal serviço da Tessora, que organiza o desenvolvimento de marcas de cosméticos em três fases: desenvolvimento, industrialização e implantação da operação. Na primeira, o Equity First, aplicado por meio da Jornada da Marca, define público, nicho, narrativa, identidade e arquitetura de receitas, critérios que orientam as escolhas seguintes.

Na industrialização, essas definições direcionam a escolha de fornecedores e materiais, a regularização e a produção. Na implantação, o foco passa à execução comercial, com canais de venda, distribuição, comunicação, atendimento e gestão, condução que a Tessora pode assumir mediante contratação específica.

Portfólio pensado para a receita

A Eathern Longevité inicia a operação com oito produtos em 14 SKUs: um creme corporal, um creme para colo e pescoço e seis óleos puros, em duas volumetrias. As formulações dos cremes incluem peptídeos de cobre e PDRN, dentro de uma proposta de skincare de alta performance associada à longevidade.

Silva define sua atuação como arquitetura de marcas e negócios cosméticos. Segundo ele, cada produto deve cumprir uma função na proposta da marca e no modelo de receita, e mesmo a escolha da embalagem precisa considerar a percepção do público, o custo, o preço final e as condições de distribuição.

Indicadores como critério de decisão

Para Renato Silva, a continuidade entre desenvolvimento, industrialização e operação é o que dá sentido ao Brand Labs. Na Eathern Longevité, o próximo marco é a entrada no mercado. A partir dela, ticket médio, volume de pedidos, custo de aquisição, recompra e margem passam a ser os critérios que vão definir estoque, comunicação e novos aportes ao longo dos primeiros 24 meses.

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