Assistente acompanha a carteira do advogado, monta a linha do tempo de cada caso e cria aplicativos de gestão sob medida em minutos
Pesquisa, redação, acompanhamento de processos e ferramentas de gestão são tarefas que costumam ficar espalhadas na rotina de quem advoga. A AlphaJuris, legaltech brasileira de jurimetria e inteligência artificial, lançou a Jenni, assistente jurídica que junta essas frentes numa só conversa, por voz ou por texto, e mostra de onde tirou cada informação que usa.
A carteira de processos em um só lugar
A Jenni acompanha a carteira de processos do advogado. Reúne o andamento de cada um, monta a linha do tempo de um caso, aponta o que merece atenção e organiza prazos e publicações. O trabalho fica organizado em projetos, que guardam o objetivo, as anotações e as tarefas pendentes. Ao reabrir um projeto, a assistente retoma o contexto e mostra o que falta fazer.
Estratégia com margem de incerteza
Na análise de casos, a assistente compara as estratégias possíveis e usa a jurimetria dos dados disponíveis para estimar a chance de êxito de cada caminho, sempre com margem de incerteza. Quando a base não tem dados suficientes, informa essa limitação em vez de apresentar um número sem contexto. A análise apoia a decisão, sem prometer o resultado do processo.
Ferramentas do escritório em minutos
O advogado também pode descrever uma ferramenta de que precisa e receber, em poucos minutos, um aplicativo pronto para usar, como um CRM de clientes, um quadro de atendimento, um controle de honorários ou uma agenda de audiências. O app fica hospedado e pode ser compartilhado por link. Qualquer pessoa abre sem precisar de conta, mas só quem o criou altera os dados.
Pesquisa e peças com a fonte à vista
O cuidado com as fontes responde a um problema que já chegou aos tribunais, inclusive em Goiás. Em 2025 e 2026, cortes como o TRT-GO (Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região), o TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região), o TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) e o TST (Tribunal Superior do Trabalho) multaram por litigância de má-fé partes e advogados que citaram jurisprudência inexistente, criada por IA. Desde novembro de 2024, a Recomendação 001/2024 do CFOAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil) admite o uso de IA generativa na pesquisa, desde que o advogado verifique o conteúdo.
Na Jenni, cada trecho de lei ou jurisprudência vem com a indicação de onde saiu, e as referências localizadas aparecem separadas das que ainda precisam ser conferidas. As peças saem no padrão forense, em folha A4 e fonte Times 12, com a logo do escritório, e passam pela mesma checagem.
“Os tribunais já estão punindo advogados por citar decisões que a inteligência artificial inventou. A Jenni foi feita para o contrário: cada citação vem com a fonte, e o que ela não conseguiu confirmar aparece marcado para o advogado conferir”, diz Matheus Henrique Bertuci, fundador da AlphaJuris.
Apoio ao advogado autônomo
Segundo o Perfil ADV, estudo encomendado pelo CFOAB à FGV (Fundação Getulio Vargas), que ouviu 20.885 profissionais e foi divulgado em maio de 2024, 72% dos advogados no Brasil são autônomos. Para esse público, a Jenni ainda faz tarefas em portais com um navegador de verdade, mas para antes de protocolar, assinar, pagar ou enviar.
“A maioria dos advogados no Brasil é autônoma. A Jenni dá a eles o apoio que antes exigia uma equipe inteira: alguém para pesquisar, redigir, acompanhar prazos e até construir as ferramentas do dia a dia, tudo numa conversa. E o último clique continua sendo do advogado”, afirma Bertuci.
A Jenni está disponível em alphajurisbr.com.br/jenni. No site, a primeira pergunta por texto pode ser feita sem cadastro, e a conversa por voz e o trabalho com os próprios casos acontecem no aplicativo.








