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GestãoPro mostra como trocar o sistema de gestão sem interromper a operação

Na implantação presencial, consultores acompanham cada setor com a empresa em funcionamento e orientam a equipe no próprio posto

Na implantação presencial, consultores acompanham cada setor com a empresa em funcionamento e orientam a equipe no próprio posto

Trocar o sistema de gestão de uma empresa costuma impor uma questão prática: como fazer a mudança sem que faturamento, estoque e financeiro fiquem parados no meio do caminho. A GestãoPro, fornecedora de sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) com sede em Manduri (SP), responde a esse questionamento com a implantação presencial, em que os consultores trabalham dentro da empresa cliente enquanto a operação segue em andamento.

Implantação setor a setor

No modelo, os consultores acompanham o dia a dia da operação durante a transição. O trabalho parte do levantamento das necessidades de cada setor e inclui a orientação direta dos colaboradores que vão usar a ferramenta, no posto de trabalho de cada um. A intenção é ajustar o ERP à forma como a empresa opera e evitar que falhas de configuração ou de uso comprometam os resultados. A metodologia está descrita na página de consultoria para implantação da empresa.

Esse monitoramento permite identificar cedo os sinais de desajuste, como um lançamento feito fora do sistema, uma planilha paralela que volta a circular ou um relatório que não confere com o de outro setor. A orientação é feita no local, com quem executa a tarefa. Como o acompanhamento ocorre durante as atividades reais de cada área, os ajustes partem da rotina observada de perto.

“Boa parte dos problemas de um ERP não aparece na demonstração do sistema. Aparece nas primeiras semanas de uso, quando a nota precisa sair e alguém no estoque ainda tem dúvida sobre como lançar uma entrada. Estar dentro da empresa nesse momento permite corrigir o processo antes que a equipe volte para a planilha”, afirma Edson Souza, diretor da GestãoPro.

Pontos de atenção na transição

A implantação de um ERP concentra quatro obstáculos que se repetem em empresas de diferentes portes: o mapeamento insuficiente dos processos internos, a migração de dados de sistemas antigos, a resistência das equipes à nova rotina e a falta de treinamento dos usuários. Quando algum deles falha, o sistema entra em operação, mas é usado pela metade, com controles paralelos em planilha e números que não batem entre os setores.

O Gartner, empresa global de pesquisa em tecnologia, apontou no Symposium de Barcelona, em novembro de 2025, o escopo irreal, a complexidade subestimada e a ampliação descontrolada do projeto entre as causas mais frequentes de projetos de ERP que não entregam o esperado. A 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI do FGVcia (Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV EAESP), com 2.672 médias e grandes empresas, situou a implementação de novos ERPs entre os principais projetos de TI do país, ao lado de inteligência artificial e soluções analíticas. Entre os pequenos negócios, o estágio é anterior: levantamento do Sebrae sobre hábitos financeiros mostra que 30% dos empreendedores controlam as finanças em planilhas, 25% em anotações de caderno e apenas 20% usam aplicativo ou sistema digital.

Ajuste fiscal no mesmo processo

Em 2026, a transição inclui ainda a adaptação à reforma tributária sobre o consumo. No ano de teste, as notas fiscais trazem 0,9% de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e 0,1% de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), e, segundo a Agência Brasil, os softwares de gestão precisam ser adaptados para consultar regras tributárias em tempo real. Em 2027, a CBS substitui o PIS e a Cofins. Para quem troca de sistema agora, a conferência da configuração fiscal entra no mesmo cronograma da implantação.

Para a GestãoPro, conduzir a transição dentro da empresa é o que permite mudar de sistema com a operação em funcionamento e garantir que a ferramenta seja incorporada à rotina das equipes.

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