BRASIL

Frete pesa no custo dos revestimentos, e rede aposta em fornecedores regionais

Pandecor homologa fornecedores em diferentes localidades para manter preços competitivos e ampliar presença nos mercados locais

Pandecor homologa fornecedores em diferentes localidades para manter preços competitivos e ampliar presença nos mercados locais

Na compra de revestimentos, o valor do produto não é o único fator que define o preço final. A logística também pode pesar no custo que chega ao consumidor, sobretudo quando o material percorre longas distâncias até a loja. Para lidar com essa variável, a Pandecor, rede especializada em revestimentos flexíveis, mantém um leque de fornecedores homologados em diferentes localidades.

Produto e transporte avaliados juntos

A estratégia parte da ideia de que a decisão de compra precisa considerar de onde vem o material, e não apenas quanto ele custa na origem.

“Homologar fornecedores em regiões distintas permite considerar o frete na decisão de compra. A logística pode pesar no custo final dos revestimentos; por isso, comparar produto e transporte em conjunto é fundamental para manter preços competitivos”, explica Roberto Cruz, sócio-fundador da Pandecor.

Segundo a empresa, essa estrutura contribui para oferecer preços competitivos nos pontos de venda e para ampliar a participação da rede nos mercados locais em que atua. Na prática, a comparação entre fornecedores leva em conta, além do produto, o custo de levar o material até cada unidade.

Venda e instalação na mesma operação

No modelo de franquia da Pandecor, a comercialização dos materiais e os serviços de instalação representam duas frentes de receita. A rede forma instaladores credenciados e permite ao consumidor contratar o revestimento já instalado, com garantia estendida conforme suas condições.

“O cliente costuma comprar o revestimento em um lugar e buscar quem instale em outro. Quando essas etapas não conversam, surgem dúvidas sobre aplicação, acabamento e responsabilidade. Nosso modelo foi estruturado para reunir essas soluções”, afirma Danilo Santana, CEO da Pandecor.

A capacitação dos instaladores é parte do modelo. “A especialização precisa ir além do catálogo. O franqueado deve conhecer o produto, orientar a escolha e ter capacidade técnica para realizar a instalação. É essa combinação que buscamos reproduzir nas unidades”, diz Cruz.

O catálogo inclui placas flexíveis com efeitos marmorizados, de pedras e outros padrões, ripados, decks e pisos vinílicos em geral, além de rodapés, rodatetos, boiseries, guarnições, brises e perfis de acabamento para pisos e placas.

Cenário do setor

A construção civil cresceu 1,1% no primeiro semestre de 2026, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), mesmo com os juros elevados. Na indústria, a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) informou que o faturamento das fabricantes em agosto foi 3,6% superior ao de agosto de 2025.

Nos pisos, levantamento da consultoria Mordor Intelligence projeta um mercado brasileiro de US$ 12,87 bilhões em 2026, com 70% da demanda vinda do segmento residencial. Segundo o Instituto Brasileiro do PVC, os pisos vinílicos vêm ganhando espaço pela facilidade e rapidez de instalação, com sistemas de colagem ou encaixe que encurtam o tempo de obra.

Plano nacional

Presente em mais de 10 estados, a Pandecor tem como meta estar em todos os estados e no Distrito Federal até dezembro de 2027. Na avaliação da rede, analisar produto e frete em conjunto é o que permite sustentar preços competitivos à medida que a operação avança para novas regiões do país.

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