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Ferramenta de reserva de viagem corporativa passa a funcionar dentro da IA

Loupit integra sua plataforma a ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot; estudo da empresa com 153 companhias comparou cotações entre agências

Loupit integra sua plataforma a ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot; estudo da empresa com 153 companhias comparou cotações entre agências

A ferramenta que as empresas usam para pesquisar e reservar viagens corporativas começa a operar dentro dos assistentes de inteligência artificial. Em vez de abrir um sistema próprio, o colaborador pode solicitar opções em linguagem natural, comparar propostas e consultar as regras da empresa durante uma conversa.

A abordagem é adotada pela travel tech Loupit, que integra sua plataforma a aplicativos como ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot. A proposta é facilitar a análise do preço final, das condições das ofertas e da adequação à política de viagens da empresa.

O que muda na ferramenta de reserva

Essa ferramenta é conhecida como OBT, sigla para Online Booking Tool. Na abordagem da Loupit, seus recursos passam a ser acessados durante a conversa com a IA, enquanto políticas e aprovações continuam orientando a operação.

Para Patrick Tytgadt, CEO da Loupit e especialista em Travel Tech, a mudança está na direção da integração.

“Invertemos a lógica: em vez de trazer a inteligência artificial para dentro do aplicativo do OBT, trouxemos o OBT para dentro do aplicativo de inteligência artificial”, afirma Tytgadt.

Leonardo Crispim, CTO da Loupit, também integra a liderança da empresa, que reúne o marketplace de agências e os recursos de gestão de viagens e despesas no ambiente dos aplicativos de inteligência artificial.

Do pedido à prestação de contas

A integração vai além da compra. O colaborador pode realizar a prestação de contas diretamente no aplicativo de inteligência artificial que já utiliza, o que aproxima a gestão das despesas da rotina de quem viaja.

Para departamentos de compras e gestores de viagens, a evolução abre espaço para dedicar mais atenção à análise dos gastos, à negociação com fornecedores e às oportunidades de economia.

Estudo reforça a importância das fontes conectadas

Um levantamento da própria Loupit, realizado entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026 com 153 empresas, analisou cotações de passagens aéreas e hotéis entre agências. O estudo encontrou diferenças de preços de 32% entre as agências comparadas e identificou que, em 39% das cotações, a agência com menor fee não apresentava o menor preço final.

Segundo o levantamento, 83% das pesquisas apresentavam o mesmo inventário e os mesmos resultados entre as agências, com diferenças apenas nos preços. Em 17% delas, uma ou mais opções de passagens ou hotéis apareceram em apenas uma das agências, e 68% dessas opções exclusivas eram hotéis em cidades com menos de 100 mil habitantes.

Para o CEO, os números indicam que o fee não pode concentrar toda a atenção de quem compra.

“Quando a taxa representa uma pequena parcela da compra, concentrar toda a negociação nela é como observar a formiga enquanto o elefante passa despercebido. A formiga representa o fee; o elefante, o valor da passagem ou da hospedagem. Ambos precisam ser avaliados, com atenção proporcional ao seu impacto no gasto total”, afirma Tytgadt.

Os resultados explicam por que a IA precisa estar conectada a diferentes fontes de conteúdo. Como marketplace de viagens corporativas, a Loupit permite que a empresa escolha até três agências e compare suas ofertas na mesma plataforma, com políticas de viagens, aprovações e informações de gestão centralizadas.

Cada agência de viagens corporativas habilitada utiliza a mesma inteligência de busca para comparar ofertas em mais de 150 sites e fornecedores globais. Com três agências, o alcance pode representar mais de 450 consultas combinadas a fontes de ofertas, em segundos. Como as agências podem acessar fornecedores em comum, com negociações diferentes, o número indica o potencial de consultas, e não necessariamente 450 fornecedores distintos.

Os resultados referem-se à amostra analisada e não devem ser interpretados como uma estimativa de todo o mercado brasileiro. Na prática, reservar uma viagem corporativa dentro da IA reúne pesquisa, comparação entre agências e consulta à política da empresa em uma única conversa, com as aprovações seguindo as regras já definidas.

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