Certificação Sabesp exige controle da matéria-prima ao item acabado e serve como atestado de qualidade para concessionárias e construtoras
Antes de chegar a uma rede de abastecimento ou de esgoto, um tubo passa por uma série de verificações que o comprador raramente acompanha. Ensaios, controles e registros de cada etapa da fabricação são o que permite afirmar que o produto vai se comportar como previsto depois de enterrado. No saneamento, esse processo tem nome: certificação técnica, e uma das referências mais usadas pelo mercado são as NTS (Normas Técnicas Sabesp).
A Asperbras, fabricante de tubos e conexões com sede em Penápolis (SP) e mais de 40 anos de mercado, opera com essa certificação incorporada ao processo produtivo, e não apenas na preparação de propostas para concorrências.
Da matéria-prima ao item acabado
As NTS estabelecem requisitos de material, dimensões, desempenho e ensaios para tubos, conexões e componentes usados nas redes da Sabesp. Atender a elas significa submeter o produto a ensaios e controles que começam na matéria-prima e terminam no item acabado. A rastreabilidade em cada etapa garante que seja possível identificar a origem e o histórico de produção de cada peça.
Cada norma cobre uma aplicação. A NTS 0048 trata de tubos de polietileno PE 80 e PE 100 para ramais prediais de água de 20 mm e 32 mm de diâmetro externo. A NTS 0194 se refere a tubos de polietileno para redes de distribuição de água. A NTS 0187 complementa as normas de tubos de PVC. A Asperbras atende às três.
Por que o processo importa para quem compra
Nas licitações da Sabesp, a conformidade é condição de entrada: o produto que não a comprova fica de fora, independentemente de preço ou marca. Como a companhia é referência técnica no setor, outras concessionárias, construtoras e gestores públicos replicam esses parâmetros em suas compras. Para o contratante, o resultado é um risco menor, já que o item chega validado pelos critérios de uma empresa de referência.
O cuidado se justifica pelo custo de um erro. Em infraestrutura enterrada, vazamentos, infiltrações e substituições antecipadas geram despesas de reparo, interrupção do serviço e perda de eficiência que, em geral, superam a economia de uma compra pelo menor preço unitário. É a mesma razão pela qual o PEAD (polietileno de alta densidade) avança nas redes de água e esgoto: flexibilidade, resistência química e estanqueidade nas uniões estão associadas a maior durabilidade, desde que o desempenho esteja comprovado nos ensaios.
Escala com conformidade
A demanda por produtos certificados tende a crescer com o Marco Legal do Saneamento. A Lei 14.026/2020 prevê água potável para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033. Com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a companhia assumiu o compromisso de antecipar a universalização em sua área, e leilões de concessão em outros estados seguem no mesmo sentido. Para os fabricantes, o desafio é ganhar escala sem afrouxar os controles.
A Asperbras concluiu uma ampliação de R$ 50 milhões em sua capacidade produtiva, voltada às obras do Marco do Saneamento, e integra o ranking Valor 1000. O portfólio para saneamento e esgoto reúne PE de esgoto e PVC coletor (tubos e conexões), além de conexões e ramais prediais em PEAD, da rede pública à ligação de cada imóvel.
Ensaios e rastreabilidade são, assim, o que separa um tubo certificado de um tubo comum. Por isso, a certificação Sabesp funciona como atestado de qualidade para concessionárias e construtoras, e optar por produtos que a possuem é a forma mais direta de garantir que a rede entregue o desempenho esperado.








