Levantamento da OmniAI aponta retorno de 3,5 vezes nas operações orquestradas. Executivo explica por que a compra por departamento é o padrão de quem não consegue somar
O orçamento de 2027 vai cobrar uma resposta que boa parte das empresas ainda não tem: quanto a inteligência artificial devolveu. Segundo Carlos Guerra Jr., CEO da OmniAI, a dificuldade de responder tem causa conhecida: a compra por departamento, em que cada área contrata a própria ferramenta e nenhuma enxerga o cliente inteiro.
“ROI de IA não vem do modelo, vem do desenho. Empresa que compra dez licenças inteligentes para dez departamentos está pagando dez vezes pela mesma inteligência e recebendo dez respostas diferentes”, afirma.
No modelo alternativo, que a OmniAI chama de gestão por IA, o dado que entra em qualquer área trabalha para todas, seguindo o que a empresa descreve como princípio de Möbius, com um Núcleo de IA Central Personalizado coordenando agentes autônomos especializados. Os números reportados pela companhia para as operações nesse desenho são retorno médio de 3,5 vezes, 87% de ganho de velocidade de resposta e 94% de automação nos fluxos operacionais.
“O 3,5x aparece quando a IA deixa de ser ferramenta e vira camada de gestão: um núcleo que enxerga vendas, suporte, finanças e operações ao mesmo tempo. A conta fecha porque o dado trabalha para o negócio inteiro, não para uma área”, diz o executivo.
Entre os resultados, a recuperação automatizada de crédito devolve R$ 2,3 milhões por trimestre às operações da plataforma, segundo a OmniAI. Para o gestor, a pergunta de diagnóstico antes da próxima licença é se o dado que entra hoje chega a todas as áreas que precisam dele.



