Pedro Silvestrini, fundador da Tektone, conta como custos, caixa e continuidade passaram a orientar o crescimento dos seus negócios
Depois de uma sequência de bons resultados com lançamentos digitais, Pedro Silvestrini viu uma operação ficar abaixo do esperado. A equipe e os custos haviam crescido, e o faturamento não acompanhou a projeção. Ele ajustou a estrutura e, uma semana depois, acertou uma nova operação que gerou R$ 100 mil em vendas em sete dias. Hoje, aos 24 anos, Pedro é fundador e CEO da Tektone, consultoria de tecnologia e negócios sob medida.
Crescimento acelerado
A trajetória de Pedro no mercado digital começou em 2022, quando deixou o Mercado Livre para empreender. Um funil de vendas pelo WhatsApp gerou, segundo ele, R$ 20 mil em um fim de semana e, logo depois, R$ 40 mil.
Com o avanço, mudou-se para Balneário Camboriú e passou a conduzir lançamentos maiores. Um dos projetos chegou, de acordo com Pedro, a R$ 400 mil em vendas em sete dias. Aos 21 anos, comprou uma Range Rover Evoque, montou uma equipe e ampliou a estrutura dos negócios. As conquistas trouxeram custos maiores e a expectativa de repetir os resultados.
O ajuste de rota
Quando uma operação posterior ficou abaixo do previsto, Pedro reduziu a estrutura. Pagou a equipe, encerrou aquela formação e, com o tempo, vendeu a Evoque.
A experiência mudou sua forma de gerir. Ele concluiu que um lançamento bem-sucedido não assegura o desempenho do seguinte e que, para seguir crescendo, precisava acompanhar de perto custos, caixa e continuidade da operação. Sustentar as conquistas exigia uma estrutura empresarial à altura da ambição.
Reconstrução com mais método
A operação de R$ 100 mil marcou o início da reconstrução. Pedro alugou um escritório no Sky Business Center, em Balneário Camboriú, reuniu profissionais de copywriting, tráfego e branding e passou a escalar negócios com infoprodutos, cursos online e mentorias.
Ao mesmo tempo, começou a buscar algo além de uma sequência de vendas: produtos usados continuamente, receitas recorrentes e empresas que gerassem valor ao longo dos anos. Depois de uma viagem a Dubai, em 2024, encerrou o escritório físico e migrou para uma estrutura remota, com equipe dedicada à tecnologia e foco em aplicativos. Passou a administrar os negócios enquanto viajava, com até 12 horas de diferença em relação ao Brasil em alguns destinos.
Base de gestão corporativa
A disciplina de gestão tem origem na carreira em multinacionais. Pedro liderou uma equipe de 21 pessoas na área de treinamento da Amazon, foi promovido mais de uma vez e, depois, comandou 17 pessoas no Mercado Livre.
“A Amazon me ensinou a liderar, gerir uma equipe e me comunicar melhor. Minha carreira estava avançando, mas eu sempre quis ter meu próprio negócio, ter mais liberdade sobre meu tempo e poder viajar pelo mundo enquanto trabalhava”, afirma.
Segundo ele, a trajetória com infoprodutos e aplicativos soma R$ 14 milhões em faturamento acumulado.
Do próprio negócio aos clientes
Em janeiro de 2026, Pedro criou a Tektone para atender empresas que já têm clientes, mas encontram dificuldade para organizar processos, integrar ferramentas ou crescer sem sobrecarregar a equipe. A consultoria diagnostica gargalos, desenha soluções, desenvolve a tecnologia e estrutura a estratégia comercial.
Em um dos projetos, com um empresário do setor contábil em Minas Gerais, parte da solução desenvolvida foi estruturada como SaaS e passou a ser vendida por assinatura a outros escritórios, criando uma fonte de receita recorrente para o cliente.
Para crescer sem perder o controle do caixa, a experiência de Pedro indica que a estrutura deve acompanhar o resultado real, e não a projeção, e que custos, caixa e continuidade precisam estar no centro das decisões antes de cada nova expansão. Mais informações estão no site da Tektone, e Pedro compartilha os bastidores dessa construção no Instagram, pelo perfil @pedrosilvestrinii.








