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Do ticket à decisão: como o atendimento se tornou fonte de inteligência comercial nas operações orquestradas por IA

O suporte concentra a informação mais honesta sobre o cliente e a menos aproveitada pelas empresas. Executivo explica por que o dado morre no sistema de cada área e o que muda quando circula

O suporte concentra a informação mais honesta sobre o cliente e a menos aproveitada pelas empresas. Executivo explica por que o dado morre no sistema de cada área e o que muda quando circula

Em boa parte das empresas, o atendimento é a área que mais ouve o cliente e a que menos influencia as decisões comerciais. Segundo Carlos Guerra Jr., CEO da OmniAI, a causa é estrutural: cada departamento opera o próprio sistema e o que o cliente diz ao suporte não alcança vendas, financeiro ou produto.

“O suporte é o único lugar da empresa onde o cliente conta a verdade sem ser perguntado. Tratar isso como custo é jogar fora a pesquisa de mercado mais barata que existe”, afirma.

No modelo de gestão por IA da OmniAI, descrito pela empresa como princípio de Möbius, o dado que entra no suporte trabalha para todas as áreas, com um Núcleo de IA Central Personalizado coordenando agentes autônomos especializados. As operações nesse desenho registram 87% de ganho de velocidade de resposta e 94% de automação nos fluxos, segundo a companhia.

“No fluxo contínuo, o que o cliente disse ao suporte na segunda vira oportunidade para vendas na terça e ajuste de cobrança na quarta. Não é integração entre sistemas, é o mesmo dado circulando”, diz o executivo.

Para o gestor, a mudança não exige transformar atendentes em vendedores. Exige que a informação do atendimento chegue, no mesmo dia, a quem vende, cobra e constrói o produto.

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