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Como saber se uma consultoria de investimentos é registrada na CVM

Com quase 600 consultorias e 2.433 consultores registrados, o setor cresce mais de 20% ao ano. A checagem do registro é pública e leva minutos, sendo o primeiro filtro na hora de escolher

Com quase 600 consultorias e 2.433 consultores registrados, o setor cresce mais de 20% ao ano. A checagem do registro é pública e leva minutos, sendo o primeiro filtro na hora de escolher

Toda consultoria de valores mobiliários que opera legalmente no Brasil está registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o cadastro é público. É o primeiro filtro para quem está escolhendo quem vai cuidar do patrimônio e o setor cresceu o suficiente para fazer essa análise: o país chegou a 2.433 consultores pessoa física em julho de 2026, com o estoque subindo entre 22% e 27% ao ano desde 2023, segundo levantamento nos cadastros públicos da CVM, e as consultorias pessoa jurídica mais que dobraram em cinco anos, de 261 em 2020 para 593 em 2024, conforme dados da Mont Capital divulgados pelo NeoFeed.

O registro sob a Resolução CVM 19 garante que a casa presta orientação independente e individualizada, remunerada pelo cliente, sem vínculo com quem emite ou distribui produtos. Ele também distingue o consultor do assessor de investimentos, regulado pela Resolução CVM 178 e pago pela corretora, um mesmo profissional não pode exercer as duas atividades. Esse é o modelo da VAROS, consultoria de investimentos autorizada pela CVM.

“O crescimento é uma reação à mudança na transparência da cobrança. Quando o investidor passa a entender como o modelo comissionado funciona e que a assessoria não é de graça, a comparação favorece o modelo das consultorias, que são mais alinhadas ao objetivo do cliente”, afirma Leandro Siqueira, sócio-fundador da VAROS.

Apesar de tudo, o registro não garante capacidade de análise. A CVM exige estrutura de compliance e um responsável certificado, mas não exige research própria, e parte das novas consultorias opera sobre relatórios de terceiros. Essa situação é evidenciada na projeção de que metade das novas casas não sobrevive sem escala, conforme a mesma reportagem que registrou a duplicação do setor.

“Abrir uma consultoria ficou fácil. Sustentá-la é outra conversa. Quem não tem análise própria acaba revendendo relatório dos outros e aí o cliente pergunta, com razão, pelo que está pagando. A barreira do setor agora é o research, e não mais o registro”, explica Siqueira.

Depois de conferir o registro, o investidor de patrimônio rural ou de negócio de família ainda precisa de três respostas: quem paga o profissional, se há analistas próprios na casa e o que muda para o consultor se a carteira mudar. Na consultoria, a resposta à terceira é nenhuma mudança, porque a receita é o fee; no modelo comissionado, a remuneração pode mudar e, desde novembro de 2024, essa diferença pode ser vista no extrato trimestral exigido pela Resolução CVM 179.

“Para quem está escolhendo, são três perguntas: se existe conflito de interesse desse profissional, como ele é remunerado e quem está mais alinhado aos meus objetivos. As respostas separam os modelos melhor do que qualquer apresentação”, afirma o sócio-fundador da VAROS.

Conferido o registro na CVM, a diferença entre as consultorias é o que cada uma consegue responder sobre remuneração e análise antes da assinatura do contrato.

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