Como a cobrança automatizada virou fonte de receita para empresas

Setor de cobrança deixa de ser custo e passa a compor o resultado das empresas com apoio de automação baseada em dados

Por muito tempo, cobrar um cliente inadimplente foi tratado como um mal necessário: gera custo, exige equipe e raramente entrega resultados animadores. Esse cenário está mudando, e empresas que atuam no mercado brasileiro já mostram números concretos de como a automação, quando conectada aos dados de uso do cliente, transforma a cobrança em fonte de receita.

Da despesa ao resultado

O ecossistema da OmniAI traz um exemplo prático dessa transformação. A empresa aponta que a recuperação automatizada de crédito devolve R$ 2,3 milhões por trimestre às operações que utilizam a plataforma, com faturamento e recuperação baseados no uso real de cada cliente, sem recorrer a réguas de cobrança genéricas.

Agir no momento certo

O diferencial está em identificar o momento certo de agir. Na cobrança tradicional, a ação só acontece depois do atraso. Já no modelo automatizado, sinais como queda no uso do serviço, mudanças no padrão de suporte e no comportamento de pagamento apontam o instante mais indicado para abordar o cliente, com menos desgaste na relação comercial.

“Cobrança genérica trata o bom cliente como devedor e o devedor como bom cliente. Quando a régua é o uso real, a empresa cobra menos, recupera mais e preserva a relação”, afirma Carlos Guerra Jr., CEO da OmniAI.

Um novo capítulo contábil

O resultado desse modelo aparece de forma resumida em um indicador único: retorno médio de 3,5 vezes sobre o investimento em inteligência artificial entre as empresas do ecossistema, segundo a OmniAI. Para o setor, o que chama atenção é o deslocamento contábil que essa integração provoca, já que funções inteiras podem passar a compor o resultado, e a cobrança está entre as primeiras a fazer essa travessia.

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