Belasis avalia que agendamento online, lembrete automático e fidelização passam a ser condição mínima num setor de beleza mais disputado
O número de salões registrados no Brasil cresceu 12% nos últimos três anos, segundo a Receita Federal. Com mais estabelecimentos disputando a mesma clientela, a forma como o negócio é administrado ganha peso na competição. Para a Belasis, empresa especializada em soluções de gestão para o setor de beleza, a gestão profissionalizada tende a deixar de ser diferencial e se tornar condição mínima para permanecer no mercado.
O que a concorrência maior exige dos negócios de beleza?
De acordo com a Belasis, estabelecimentos que já operam com agendamento online, lembrete automático e programa de fidelização conseguem atrair e reter clientes melhor do que a concorrência. Em um ambiente com mais oferta, recursos desse tipo deixam de ser vistos como vantagem adicional e passam a integrar o padrão esperado de salões, barbearias, clínicas de estética, estúdios e spas.
Para o gestor, isso significa que a disputa não se limita à qualidade técnica do atendimento. A facilidade para marcar horário, o aviso enviado antes da visita e os benefícios oferecidos a quem volta também influenciam a escolha do cliente entre um estabelecimento e outro.
Em que estágio está a gestão do setor hoje?
A adoção desses recursos ainda tem espaço para avançar. Levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta que cerca de 70% dos pequenos negócios do setor funcionam sem sistema de gestão estruturado. A administração segue, em muitos casos, com agenda manuscrita, controle de caixa informal e cadastro de clientes espalhado em conversas de WhatsApp.
Segundo o Sebrae, essa condição trava o crescimento e dificulta decisões objetivas, como identificar o serviço de maior retorno ou o horário com menor ocupação na agenda. Em um mercado mais concorrido, decisões tomadas sem informação organizada tendem a custar mais caro, porque a margem para corrigir erros de agenda ou de oferta de serviços fica menor.
Qual é o tamanho do mercado em disputa?
O Brasil é o quarto maior mercado global de beleza, segundo a Mintel, com faturamento anual superior a US$ 37,4 bilhões, conforme dados de 2024 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). O segmento emprega mais de 1,5 milhão de profissionais formais, de acordo com a entidade, número que cresce quando se somam autônomos e informais.
Apesar desse porte, a profissionalização da gestão avançou mais devagar do que em outros serviços, como restaurantes e clínicas médicas, onde agendamento digital e controle financeiro já fazem parte da rotina.
O que facilita a profissionalização neste momento?
Além da pressão competitiva, as plataformas de gestão ficaram mais simples de usar e mais baratas, o que reduz a barreira tecnológica que antes afastava o pequeno empreendedor.
A combinação entre concorrência maior e tecnologia mais acessível torna a profissionalização da gestão, ao mesmo tempo, mais urgente e mais viável para negócios de menor porte, que até pouco tempo viam nos sistemas uma solução distante da própria realidade.
“A profissionalização da gestão transcende a substituição de ferramentas analógicas por digitais. Trata-se de destravar o potencial de negócios que, embora já rentáveis, podem alcançar patamares de crescimento ainda maiores”, avalia a Belasis.
Com o crescimento no número de salões registrados, organizar agenda, caixa e relacionamento com clientes deixa de ser um plano de longo prazo e passa a fazer parte das exigências básicas de quem quer se manter competitivo no setor.








