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Cobrar sem perder o cliente: como renegociar dívidas no agro respeitando o calendário da safra

Mesa de renegociação e cobrança do AgRisk alinha parcelas à colheita e usa dados para separar dificuldade pontual de falta de intenção de pagar

Mesa de renegociação e cobrança do AgRisk alinha parcelas à colheita e usa dados para separar dificuldade pontual de falta de intenção de pagar

No agronegócio, o cliente que atrasa hoje costuma ser o mesmo que vai comprar na próxima safra. Por isso, recuperar crédito vencido exige um equilíbrio delicado: receber o que está em aberto sem desgastar uma relação que deve continuar. Esse é o foco da mesa de renegociação e cobrança, serviço lançado pelo AgRisk (agrisk.agr.br).

O AgRisk é uma infraestrutura de decisão de crédito fundada em 2016, com sede em Uberlândia (MG). O novo serviço integra o modelo Credit as a Service da empresa, ao lado da política de crédito, da mesa de crédito e da antecipação de recebíveis.

Negociação no ritmo da safra

O serviço atende empresas com carteira vencida que querem recuperar o crédito sem prejudicar o relacionamento. Cada fase do atraso recebe uma abordagem adequada, e as negociações seguem o calendário agrícola, com parcelas e vencimentos alinhados à colheita e à comercialização. Segundo a empresa, esse alinhamento aumenta a chance de o acordo ser cumprido.

Para quem contrata, o ganho está em recuperar valores que estariam parados e em liberar o time interno de uma tarefa que consome tempo e exige conhecimento específico.

Dados para calibrar a conversa

A cobrança se apoia em dados de SCR, CAR, compliance e histórico do cliente. Essas informações ajudam a distinguir quem enfrenta uma dificuldade pontual de quem não pretende pagar, e permitem conduzir cada conversa de forma proporcional à capacidade real de pagamento.

A base do AgRisk reúne 1,92 milhão de produtores e quase 1 milhão de consultas ESG nos últimos 24 meses, com CAR, compliance, embargos e imagens de satélite integrados à análise.

Carteira sob pressão

A recuperação de crédito ganhou urgência. A inadimplência do crédito agro contratado por pessoas físicas com recursos direcionados chegou a 9,7% em agosto, o maior patamar da série do Banco Central iniciada em 2011. Os desembolsos dos dois primeiros meses da safra 2026/27 caíram 37,8% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo relatório da Faesp divulgado pela CNA com dados do Banco Central.

“Na safra, o volume de propostas cresce mais rápido do que a capacidade de análise do time, e com o crédito mais seletivo decidir sem um critério claro custa caro. O Credit as a Service reúne política, análise, cobrança e antecipação de recebíveis em uma metodologia testada em carteira real do agro, e entrega à empresa um parecer com score e rating para que ela decida com segurança, sem precisar montar ou investir na ampliação de uma estrutura fixa para isso”, afirma Alonso Neto, Head of Financial Services do AgRisk.

Denise Hilbig, Gerente Executiva de Crédito e Cobrança da Nitro Agro, cliente do AgRisk, reforça o peso de ter os dados reunidos.

“O monitoramento é importante, ele precisa acontecer, mas ele só vai acontecer de uma forma efetiva, assertiva, (…) quando você tem isso dentro de uma ferramenta que compila os dados para você, porque senão vira tudo manual e você não consegue ter segurança dos dados.”

Como renegociar no agro

Renegociar dívidas de produtores rurais pede abordagem diferente para cada fase do atraso, parcelas alinhadas à colheita e à comercialização e uso de dados para medir a capacidade real de pagamento. Assim, a empresa recupera o crédito e preserva o cliente para a próxima safra.

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