BRASIL

Chega ao Brasil teste de urina que pode revelar em 10 minutos sinais ligados ao Alzheimer

Tecnologia disponibilizada pela Biocon Diagnósticos identifica biomarcadores associados à doença a partir de uma amostra de urina e surge como alternativa para auxiliar no rastreamento da saúde cognitiva

Tecnologia disponibilizada pela Biocon Diagnósticos identifica biomarcadores associados à doença a partir de uma amostra de urina e surge como alternativa para auxiliar no rastreamento da saúde cognitiva

Uma amostra de urina e cerca de dez minutos de espera. Uma nova tecnologia disponível no Brasil promete tornar mais simples o rastreamento de alterações associadas à doença de Alzheimer, condição que pode começar a provocar mudanças no organismo muitos anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

Chamado Demência Rapid Test, o exame é disponibilizado no país pela Biocon Diagnósticos e utiliza imunocromatografia para detectar na urina a proteína precursora amiloide (APP) e fragmentos relacionados à beta-amiloide (Aβ), proteínas associadas aos processos biológicos envolvidos na doença de Alzheimer.

O procedimento é simples. A amostra de urina é aplicada no dispositivo e o resultado pode ser visualizado em aproximadamente dez minutos. O produto é destinado ao uso profissional e possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para Giulia Campanha de Freitas Lino, diretora Internacional da Biocon Diagnósticos, tecnologias mais acessíveis podem ajudar a mudar a maneira como a saúde cerebral é acompanhada.

“A ciência avança para um futuro onde monitorar a saúde do cérebro será tão simples quanto medir a pressão arterial”, afirmou a executiva ao abordar a chegada da tecnologia.

Alzheimer pode começar anos antes dos sintomas

Um dos desafios da doença de Alzheimer é justamente o período silencioso. Alterações biológicas podem ocorrer no organismo muitos anos antes de problemas de memória e outras manifestações cognitivas se tornarem perceptíveis.

A beta-amiloide está entre as proteínas mais estudadas nesse processo. Seu acúmulo no cérebro é um dos principais marcadores biológicos relacionados à doença.

Segundo Giulia, o Brasil ainda enfrenta o desafio do diagnóstico tardio. “Em grande parte dos casos, o diagnóstico ocorre apenas quando os sintomas já estão instalados”, afirma.

A possibilidade de identificar sinais de alerta antes dessa fase abre espaço para uma investigação médica mais precoce e para o acompanhamento da saúde cognitiva.

Tecnologia foi estudada em mais de 5 mil pessoas

Uma das bases científicas da tecnologia é um estudo publicado em 2025 no Journal of Alzheimer’s Disease. Os pesquisadores investigaram fragmentos da proteína precursora beta-amiloide presentes na urina e avaliaram populações da China e da Austrália.

O trabalho reuniu mais de 5 mil participantes em diferentes grupos. Os resultados apontaram potencial dos biomarcadores urinários como ferramenta para auxiliar na identificação de comprometimento cognitivo e demência.

Os próprios pesquisadores, porém, ressaltam a necessidade de novos estudos e acompanhamento de longo prazo para ampliar as evidências sobre a utilização desses biomarcadores.

Resultado positivo não significa diagnóstico de Alzheimer

Apesar da facilidade e da rapidez, o teste não substitui a avaliação médica e não deve ser interpretado como diagnóstico definitivo da doença.

Um resultado positivo indica a detecção dos biomarcadores pesquisados e pode sinalizar a necessidade de uma investigação mais aprofundada. Da mesma forma, um resultado negativo não deve ser considerado isoladamente como garantia de ausência da doença.

O diagnóstico do Alzheimer envolve avaliação médica e cognitiva e, dependendo de cada caso, pode incluir exames laboratoriais, biomarcadores no sangue ou no líquor e exames de imagem.

A proposta do teste de urina é funcionar como uma ferramenta auxiliar de rastreamento, ajudando a identificar pessoas que podem se beneficiar de uma avaliação especializada.

Para Giulia, ampliar o acesso a ferramentas de identificação precoce pode representar uma mudança importante na abordagem da doença. “O futuro do Alzheimer talvez não esteja apenas em tratar a doença, mas em conseguir identificá-la cedo o suficiente para mudar sua trajetória”, afirma.

Com o envelhecimento da população e a perspectiva de crescimento dos casos de demência nas próximas décadas, métodos mais simples de rastreamento da saúde cognitiva podem ganhar espaço. A expectativa é que novas tecnologias ajudem a levar a investigação para mais perto da população, sem substituir o acompanhamento e a avaliação de profissionais de saúde.

Para laboratórios

Laboratórios interessados em disponibilizar o Demência Rapid Test aos seus pacientes podem aderir à tecnologia entrando em contato diretamente com a Biocon Diagnósticos para obter informações sobre aquisição, implementação e disponibilização do teste.

Serviço:

Instagram: https://instagram.com/biocon_diagnosticos?obrf=MXZ0Zmkyd2FnZ21jbQ%3D%3D

https://demenciatest.biocondiagnosticos.com.br

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