Com foco em preservação muscular e resultados de longo prazo, academias passam a observar a evolução, a frequência e a permanência dos alunos
A popularização das canetas emagrecedoras, como os medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, desloca a atenção das academias da perda de peso para o que acontece depois dela. Preservar massa muscular, ganhar força e manter resultados são objetivos de prazo mais longo, que exigem do negócio um acompanhamento mais próximo da evolução de cada aluno.
Esse acompanhamento depende de organização. A Pacto Soluções, empresa de tecnologia para gestão de negócios fitness, apoia academias na organização de suas operações, no acompanhamento de indicadores e na tomada de decisões, em um mercado que olha para a saúde de forma cada vez mais abrangente.
Por que acompanhar de perto
Quando usados conforme indicação médica, os medicamentos GLP-1 podem contribuir para uma redução significativa do peso corporal. Emagrecer e melhorar a composição corporal, contudo, não são necessariamente a mesma coisa, já que a perda de peso pode envolver gordura e massa magra.
Uma revisão publicada em 2025 na revista Obesity Reviews destacou a importância de combinar atenção à alimentação e prática de exercícios, especialmente o treinamento resistido, para minimizar a perda muscular. A American Diabetes Association também recomenda incluir atividades de fortalecimento muscular e ingestão adequada de proteínas no plano de cuidado.
A revisão também ressalta que ainda há lacunas de conhecimento sobre as melhores estratégias para prevenir ou reverter a perda muscular nesses pacientes, o que torna relevante observar a evolução de cada aluno ao longo do tempo.
Com isso, a avaliação do progresso deixa de se limitar ao que a balança mostra e passa a incluir força, funcionalidade e continuidade da atividade física.
Indicadores que orientam a gestão
Entender a frequência dos alunos, identificar mudanças de comportamento e acompanhar indicadores de permanência ajudam a academia a tomar decisões mais consistentes sobre atendimento e operação.
A tecnologia apoia esse processo ao reunir informações operacionais e facilitar a identificação de padrões. Mais do que acumular indicadores, o desafio está em transformar dados em decisões úteis para a equipe e para a experiência do aluno.
Na rotina, isso significa olhar com atenção para a evolução de cada aluno, valorizar o treinamento de força e manter a comunicação próxima entre equipe e cliente, para que a experiência favoreça a continuidade da atividade física.
Esses dados não substituem a avaliação individual feita por profissionais habilitados. Sua função é oferecer uma visão mais organizada do relacionamento entre o negócio e seus clientes.
Um público com objetivos diferentes
Nem todos os usuários das canetas passarão a frequentar academias, e os objetivos de treino não serão iguais para todos. Nos Estados Unidos, levantamento da William Blair publicado em agosto de 2026 mostrou que 72% dos usuários de GLP-1 entrevistados se exercitam com mais frequência após iniciar o tratamento, ante 60% em 2024. O resultado não deve ser automaticamente extrapolado para o Brasil, mas indica um movimento a ser observado pelo setor.
Pessoas que iniciam uma rotina de treino chegam com níveis diferentes de condicionamento, disponibilidade e expectativas. Acompanhá-las exige profissionais capacitados, objetivos bem definidos e atenção à evolução ao longo do tempo.
Para acompanhar alunos que usam canetas emagrecedoras, o caminho da academia passa pela gestão: enxergar a evolução, a frequência e a permanência de cada aluno e transformar essas informações em atendimento compatível com objetivos que mudam com o tempo, sempre em complemento ao acompanhamento médico e nutricional.








