A análise do histórico pessoal e familiar pode ajudar a identificar mulheres com maior probabilidade de apresentar predisposição hereditária ao câncer de mama. Nesses casos, a investigação genética permite orientar medidas individualizadas de prevenção, rastreamento e acompanhamento, de acordo com as características de cada paciente. O exame está disponível no Einstein em Goiânia e ganha destaque durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do cuidado com a saúde das mamas.
Segundo a mastologista Deidimar Cássia Batista Abreu, pós-graduada em aconselhamento em predisposição hereditária ao câncer e integrante do corpo clínico do Einstein em Goiânia, determinados sinais no histórico familiar podem indicar a necessidade de uma avaliação mais detalhada.
Entre os fatores que merecem atenção estão casos de câncer de mama diagnosticados antes dos 50 anos na família, a ocorrência de tumores múltiplos ou nas duas mamas e o diagnóstico da doença em homens. A presença, em uma mesma família, de diferentes tipos de câncer relacionados, como os de mama, ovário, pâncreas e próstata, também pode justificar a investigação.
Histórico pessoal e familiar orienta a indicação do exame
Para mulheres que já tiveram câncer de mama, a indicação da investigação genética considera diferentes aspectos, como a idade no momento do diagnóstico, as características do tumor e o histórico familiar. A partir dessa avaliação, o exame pode identificar alterações em genes associados à predisposição para a doença.
Entre os genes analisados estão BRCA1, BRCA2, TP53, PALB2, CDH1, STK11 e PTEN, classificados como de alta penetrância. Segundo a especialista, determinadas mutações nesses genes estão relacionadas a um aumento significativo do risco de desenvolver câncer.
Outros genes, como ATM e CHEK2, apresentam penetrância moderada. Nesses casos, o risco pode sofrer maior influência de fatores ambientais e das características individuais de cada paciente.
A identificação dessas alterações contribui para uma avaliação mais precisa do risco, mas não representa uma confirmação de que a doença será desenvolvida.
Resultado não significa que a mulher terá câncer
A presença de uma alteração genética indica predisposição, e não a certeza de que a mulher desenvolverá câncer de mama. Por isso, o resultado precisa ser interpretado considerando o gene identificado, o histórico pessoal e familiar e as recomendações específicas para cada situação.
“Com base nessa avaliação, a equipe pode definir estratégias de acompanhamento e redução de risco, como exames mais frequentes, medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em casos específicos, cirurgias redutoras de risco”, orienta a médica.
A abordagem individualizada permite estabelecer condutas de acordo com o perfil de risco de cada paciente. Dessa forma, a investigação genética pode auxiliar tanto na definição da frequência dos exames de acompanhamento quanto na avaliação de medidas adicionais para reduzir os riscos associados à predisposição hereditária.
Painéis genéticos e exames de imagem complementam o acompanhamento
No Einstein em Goiânia, a investigação genética é realizada por meio de painéis que utilizam amostras de sangue ou saliva. Os exames permitem pesquisar alterações em diferentes genes associados à predisposição para o câncer de mama.
Conforme o risco identificado, o acompanhamento pode incluir recursos de diagnóstico por imagem disponíveis na unidade. Entre eles está a mamografia por tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D, que produz imagens mais detalhadas das mamas.
Outro recurso é a ressonância magnética, indicada em situações específicas, sobretudo para pacientes classificadas como de alto risco.
A combinação entre a avaliação do histórico pessoal e familiar, a investigação genética e os exames de imagem permite orientar estratégias de cuidado de acordo com as necessidades de cada mulher.
Durante o Outubro Rosa, a abordagem reforça a importância de considerar os fatores individuais na prevenção e no acompanhamento do câncer de mama, especialmente quando existem sinais de possível predisposição hereditária.
Sobre o Einstein em Goiânia
Inaugurado em 2021, o Einstein em Goiânia foi o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo. Com 18 mil metros quadrados, a unidade conta com 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas — incluindo ortopedia e pediatria —, unidade de terapia intensiva (UTI) e serviços de transplante de medula óssea, rins e fígado.
O hospital oferece atendimento pediátrico completo, desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026.
A unidade dispõe, ainda, de um centro de ensino, com mais de 15 cursos de pós-graduação nas áreas de saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração. Outro destaque é o centro de inovação, dedicado ao desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aprimoramento do setor de saúde na região.








