BRASIL

Recuperação judicial no agro sobe 66% e eleva busca por crédito, diz AgRisk

Alta nas recuperações judiciais no agronegócio aumenta procura por alternativas de crédito, segundo AgRisk

Alta nas recuperações judiciais no agronegócio aumenta procura por alternativas de crédito, segundo AgRisk

O número de empresas do agronegócio em recuperação judicial cresceu 66% em doze meses, chegando a 1.263 CNPJs até junho de 2026, segundo o Monitor RGF-BizDoc. O movimento, que reflete o aperto no crédito bancário rural, tem levado revendas e empresas de insumos a buscar alternativas de financiamento fora dos bancos tradicionais, entre elas a antecipação de recebíveis oferecida pelo AgRisk Capital, unidade do AgRisk.

Aperto de crédito pressiona caixa das empresas do setor

A inadimplência entre produtores rurais pessoa física chegou a 7,4% em fevereiro de 2026, ante 2,9% um ano antes, segundo o Banco Central, e avança para 13,8% quando consideradas apenas as operações contratadas a taxas de mercado. Os desembolsos de crédito agro somaram R$ 12,7 bilhões no primeiro mês da safra 2026/27, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões liberados no mesmo período do ano anterior, segundo o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Mercado de capitais como alternativa, com uma condição

Diante da seletividade bancária, instrumentos como CRAs, FIDCs e Fiagros se consolidaram como alternativa de financiamento para o agronegócio. Esses veículos, porém, só absorvem crédito padronizado e auditável, o que exclui grande parte das operações originadas por revendas menores, inclusive as do Centro-Oeste.

“Com a concessão de crédito mais seletiva, o mercado de capitais se tornou o caminho natural do financiamento agro, mas esse mercado só compra crédito padronizado. Quando a política de crédito da revenda está desatualizada, ou existe apenas no papel, cada operação é originada de um jeito diferente, o que amplia o risco e afasta a revenda do capital. O papel do AgRisk Capital é fechar esse gap, padronizando o título, atualizando a política de crédito e profissionalizando a mesa de análise, para que a revenda consiga acessar o mercado de capitais”, explica Alonso Neto, Head of Financial Services do AgRisk.

Como o AgRisk Capital padroniza o acesso

O AgRisk Capital atualiza e formaliza as políticas de crédito das revendas, padroniza os títulos e organiza a análise das operações, os requisitos que o mercado de capitais exige antes de comprar esses recebíveis.

A empresa também se prepara para a duplicata escritural, mudança regulatória que deve centralizar o registro dos títulos em ambiente eletrônico, e já integra esse registro à sua operação.

Sobre o AgRisk

Fundada em 2016 e com sede em Uberlândia (MG), o AgRisk atua como infraestrutura de crédito para empresas que avaliam risco, entre elas bancos, fintechs, factorings, fundos, escritórios de advocacia e empresas do agronegócio. O grupo reúne o AgFlow, motor de decisão de crédito, o AgRisk Consultas, de inteligência de risco, e o AgRisk Capital, dedicada à antecipação de recebíveis.