Planejamento sucessório se consolida como prioridade para negócios familiares rurais
Famílias à frente de negócios do agronegócio no Centro-Oeste têm dado atenção crescente ao planejamento sucessório, um tema que ganha relevância à medida que o patrimônio rural se torna mais diversificado, envolvendo terras, participações societárias e, em alguns casos, ativos fora do país. Consultorias especializadas, como a Fortunne Capital, têm acompanhado esse movimento de perto.
Complexidade patrimonial no campo exige olhar especializado
Diferente do investidor que está começando a aplicar recursos, famílias com patrimônio consolidado no agronegócio costumam lidar com questões que vão além da alocação financeira, como estruturação societária, tributação e a transmissão do patrimônio entre gerações sem comprometer a continuidade do negócio familiar.
Setor de gestão de patrimônio segue em expansão no país
Segundo a Anbima, o volume gerido exclusivamente por gestores independentes de patrimônio chegou a R$ 542,3 bilhões, com expansão contínua de cerca de 7,4% ao ano. O volume aplicado por pessoas físicas no Brasil somou R$ 9,1 trilhões em junho de 2026, alta de 6,4% em relação a dezembro de 2025.
Planejamento integrado vira exigência entre grandes patrimônios
Levantamentos da McKinsey & Company mostram que o percentual de investidores que exige conselhos financeiros integrados, unindo sucessão, tributação e estilo de vida em vez de apenas alocação de carteira, saltou de 29% para 52%. Entre famílias de alta renda e altíssima renda, cerca de 80% ainda priorizam um relacionamento estruturado com um consultor humano em vez de confiar unicamente em plataformas automatizadas.
CEO da Fortunne Capital destaca importância do acompanhamento contínuo
Para Petrônio Medeiros, CEO da Fortunne Capital, esse tipo de planejamento não se resolve com uma recomendação pontual. “O aplicativo resolve bem o primeiro problema do investidor, que é começar. Mas quando o patrimônio ganha complexidade, com holding, sucessão e ativos em mais de um país, a decisão deixa de ser sobre onde alocar e passa a ser sobre como proteger e transmitir o que foi construído. Isso exige acompanhamento contínuo, não um algoritmo”, afirma o executivo. A empresa também mantém perfis institucionais no LinkedIn e no Instagram.
Tendência deve se manter nos próximos anos
Para especialistas do setor, famílias do agronegócio tendem a ampliar a busca por esse tipo de consultoria à medida que o patrimônio rural se torna mais diversificado e a sucessão passa a envolver múltiplas gerações e diferentes tipos de ativos.