Imóvel parado pode gerar crédito mais barato que reserva financeira

Vinicius Teixeira, CEO da GX Capital.

GX Capital aponta como patrimônio imobiliário ocioso pode destravar linhas de crédito mais vantajosas

Um caso comum entre empresários donos de patrimônio imobiliário é manter reserva financeira alta em aplicação conservadora, pagar imposto sobre o rendimento dessa reserva, e ao mesmo tempo ter imóveis parados que poderiam sustentar crédito mais barato do que o rendimento que está sendo protegido. A GX Capital, assessoria financeira que atende empresas de médio porte e famílias empresárias, aponta esse descompasso como um dos achados mais comuns em seu diagnóstico financeiro 360.

Por que o imóvel ocioso vira crédito mais barato

A metodologia da empresa consolida quatro frentes em um mesmo relatório: a sucessão, com o mapa dos bens e a estimativa de custo de transmissão, os investimentos financeiros, com a leitura de alocação, liquidez e tributação, o patrimônio imobiliário, incluindo os imóveis que estão parados e o que eles poderiam destravar, e a saúde financeira geral, que cruza fluxo de caixa pessoal e da empresa.

É nesse cruzamento que aparecem decisões que nenhum especialista isolado costuma recomendar. Um dos casos mais recorrentes é justamente o do empresário com bom patrimônio imobiliário guardado sem uso, enquanto mantém uma reserva financeira cujo rendimento sequer cobre o custo de oportunidade de manter aquele imóvel parado sem gerar renda nem crédito.

O levantamento que identifica esse imóvel

Um dos pontos de partida que não exige consultor é identificar os bens ociosos, aqueles que não geram renda nem estão em uso operacional. Esse levantamento, feito ao lado do mapa de liquidez e do mapa de bens por Estado, costuma revelar ao empresário que o patrimônio é maior do que parecia e que parte dele está simplesmente parado, sem cumprir função nenhuma dentro da estrutura financeira da família ou da empresa.

Para quem tem propriedades rurais ou comerciais paradas, essa conta costuma pesar ainda mais, já que o valor imobilizado em terra ou imóvel comercial tende a ser proporcionalmente maior no patrimônio total do que em outros perfis de negócio.

Esse tipo de decisão só aparece quando as quatro frentes do diagnóstico são olhadas juntas, e não uma de cada vez com um especialista diferente para cada uma. É comum que o contador cuide apenas do imposto, o gerente do banco cuide apenas da aplicação e o corretor cuide apenas do seguro, sem que nenhum dos três chegue a olhar o imóvel parado como parte da mesma equação.

A partir desse mapa completo, a necessidade de proteção também deixa de ser suposição: o diagnóstico calcula quanto custaria transmitir o patrimônio hoje, valor que define o tamanho de uma eventual apólice de seguro de vida resgatável, se ela fizer sentido. A GX Capital mantém um simulador aberto em gx.capital/simulador-seguro-resgatavel, onde é possível projetar prêmio, formação de reserva e ponto de equilíbrio antes de qualquer conversa comercial. Os valores exibidos são projeções e não representam promessa de rentabilidade.

A empresa atua em câmbio estruturado, crédito corporativo e proteção patrimonial, e prepara o lançamento de uma frente de consultoria de investimentos, o que amplia o alcance do diagnóstico para além da estrutura sucessória e da proteção imobiliária.

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