Mulherez, criada pela médica Mirelle Ossipi Ruivo em Cianorte, abriu unidades em Maringá, Umuarama, Guarulhos e Jequié antes de anunciar a chegada ao Itaim Bibi, em São Paulo
Antes de anunciar uma unidade no Itaim Bibi, em São Paulo, a Mulherez fez seu caminho por cidades do interior. Criada pela médica e empresária Mirelle Ossipi Ruivo em Cianorte, no Paraná, a rede de clínicas de saúde feminina abriu unidades em Maringá e Umuarama, também no Paraná, em Guarulhos, em São Paulo, e, mais recentemente, em Jequié, na Bahia.
Comandada por Mirelle como CEO, a rede opera em modelo de franquias. A chegada ao Itaim Bibi, um dos principais centros econômicos e de serviços de saúde do País, é apresentada pela empresa como mais um passo de uma estratégia nacional que começou longe dos grandes centros.
Por que o modelo nasceu no interior
A primeira clínica, em Cianorte, foi aberta com um objetivo direto: ampliar o acesso das mulheres a tratamentos especializados, especialmente nas áreas de saúde íntima e rejuvenescimento. Ginecologista e especialista em Medicina Estética, Mirelle foi incorporando novos procedimentos ao longo dos anos até criar a marca Mulherez, pensada para reunir tudo isso em uma proposta mais ampla de cuidado feminino.
“A Mulherez representa quem eu sou e aquilo em que acredito. Ao longo dessa trajetória, os projetos mudaram, a estrutura cresceu e novos caminhos surgiram, mas o propósito continuou sendo o mesmo: levar os melhores tratamentos para mulheres de todo o País e ampliar o cuidado com a população feminina”, afirma Mirelle.
O que uma cidade precisa para receber uma unidade
A resposta da rede foi construir um modelo que não dependesse da presença da fundadora. Protocolos, gestão, treinamento, posicionamento de marca e desenvolvimento de equipes passaram a fazer parte de uma estrutura criada para que a experiência da primeira clínica pudesse ser reproduzida em outras cidades sem perder a identidade da marca.
“Existe uma diferença entre ter uma clínica que funciona bem e construir uma empresa. Para crescer, foi preciso transformar conhecimento em processos, formar pessoas e criar uma cultura que pudesse ser compartilhada. Foi quando entendi que a Mulherez poderia ser muito maior do que a minha própria atuação como médica”, diz.
O que chega junto com a marca
Ao franqueado, a Mulherez oferece uma estrutura que vai da implantação da unidade a treinamento, processos comerciais e administrativos, protocolos, acompanhamento de indicadores, posicionamento de marca e apoio à gestão. O modelo é voltado a médicos e empreendedores que querem atuar em saúde feminina a partir de uma operação já estruturada, preservando os padrões de atendimento desenvolvidos pela rede.
O portfólio inclui ginecologia regenerativa, saúde íntima, cirurgias minimamente invasivas, ninfoplastia, tratamentos a laser, blefaroplastia a laser, procedimentos corporais e injetáveis, entre outros cuidados voltados às diferentes necessidades femininas. As unidades seguem um conceito que combina tecnologia, estrutura e ambientes pensados para acolher, com a experiência da paciente considerada desde o projeto do espaço até os equipamentos usados nos tratamentos.
Do interior para o País
A unidade do Itaim Bibi amplia a presença da rede na capital paulista, mas, para Mirelle, a dimensão do projeto já não se mede apenas pelo número de endereços. Formar profissionais, criar oportunidades para outros empreendedores e levar o modelo de cuidado a novas cidades, grandes ou pequenas, passaram a fazer parte da construção.
“Não construí apenas clínicas. Construí uma marca que hoje gera oportunidades, forma profissionais e pode levar cuidado a mulheres que talvez eu nunca conheça pessoalmente. Para mim, esse é o verdadeiro significado de deixar um legado.”, afirma a CEO.