Consumidores usam modelos tradicionais como parte do pagamento na troca por veículos híbridos plug-in, em busca de economia de combustível, recursos de assistência à condução e tecnologia
O mercado automotivo brasileiro registrou um recorde de emplacamentos em setembro, consolidando também o segundo maior volume acumulado dos três primeiros trimestres da série histórica. O cenário de crescimento, apontado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), começa a se refletir nas concessionárias da Jetour Ramasa Auto em Goiás, onde a procura por veículos híbridos plug-in acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores.
Nas unidades de Goiânia e Anápolis e na nova loja de Rio Verde, a concessionária observa um movimento de substituição de SUVs tradicionais, equipados com motores a combustão, por modelos híbridos que combinam propulsão elétrica e convencional. A estratégia permite que proprietários utilizem seus veículos atuais como parte do pagamento na aquisição de um novo automóvel, aproveitando o momento aquecido do setor para investir em tecnologias de motorização e assistência à condução.
Segundo a empresa, a mudança representa uma transformação no perfil de compra do público de alto padrão. Se antes a preferência por marcas e motores tradicionais pesava nas decisões, agora a economia potencial de combustível e os recursos tecnológicos têm ganhado espaço na avaliação dos consumidores. Entre os modelos que integram esse movimento estão o Jetour T1 e o Jetour T2, ambos da categoria de híbridos plug-in (PHEV).
Troca de veículos tradicionais por modelos híbridos
A utilização de SUVs convencionais como moeda de troca tem sido uma das características observadas pela rede em Goiás. Nesse modelo de negociação, conhecido no mercado automotivo como trade-in, o veículo usado é entregue à concessionária e seu valor é considerado na aquisição de outro automóvel.
Para Marcos Alexandre, gerente comercial da Jetour Goiânia, o crescimento do mercado nacional vem acompanhado de uma mudança qualitativa no perfil dos compradores.
“O recorde apontado pela Fenabrave ilustra um mercado muito aquecido, e nas nossas lojas percebemos uma diferença qualitativa nesse fluxo: o consumidor premium decidiu que não faz mais sentido investir em um projeto 100% a combustão”, afirma.
De acordo com o executivo, os clientes têm aproveitado o momento favorável do setor para substituir SUVs de marcas tradicionais por veículos com motorização híbrida. A decisão, segundo ele, envolve a análise dos custos de utilização e dos equipamentos disponíveis nos novos modelos.
“Hoje, o cliente aproveita o bom momento do setor para entregar seu SUV de marca tradicional na troca. Ele faz as contas e percebe que o pacote de segurança autônoma e a economia gerada pelo motor elétrico compensam a transição imediata”, acrescenta.
A avaliação financeira, portanto, passa a considerar não apenas o valor de aquisição do veículo, mas também a possibilidade de reduzir o consumo de combustível no cotidiano e incorporar recursos de assistência à condução.
Recarga em casa e uso urbano com energia elétrica
A mudança de comportamento também aparece na rotina dos proprietários depois da compra. Segundo a Jetour Ramasa, parte expressiva dos clientes tem optado pela instalação de carregadores do tipo Wallbox em residências ou empresas, permitindo recarregar as baterias dos veículos e utilizar a propulsão elétrica nos deslocamentos diários.
Nas cidades de Goiânia e Anápolis, esse hábito tem favorecido o uso dos modelos híbridos plug-in em trajetos urbanos. A possibilidade de recarga fora das concessionárias permite que os proprietários aproveitem a autonomia elétrica disponível antes de recorrer ao motor a combustão.
A empresa relata que alguns clientes passam meses sem utilizar gasolina durante os deslocamentos dentro da cidade, reservando o motor convencional principalmente para viagens de longa distância pelo interior de Goiás.
“Temos relatos frequentes de clientes que passam meses sem consumir uma única gota de gasolina na cidade, acionando o motor a combustão estritamente para as viagens de longa distância pelo interior de Goiás”, detalha Guerra, citado pela empresa.
O executivo também destaca a influência da experiência prática na decisão de compra. Segundo ele, durante os testes de direção, os consumidores demonstram surpresa com os sistemas de assistência, especialmente os recursos que permitem ao veículo frear automaticamente e auxiliar na manutenção da faixa de rodagem.
“Quando somamos essa economia no bolso à surpresa que eles têm no test drive ao verem o carro freando sozinho ou corrigindo a faixa, a decisão de migrar de tecnologia se torna muito natural”, afirma.
Tecnologia e economia influenciam a decisão de compra
O movimento observado nas concessionárias da Jetour Ramasa ocorre em um contexto de expansão do mercado automotivo brasileiro, marcado pelo recorde de emplacamentos em setembro e pelo elevado volume acumulado ao longo dos três primeiros trimestres do ano, conforme os dados da Fenabrave mencionados pela empresa.
Em Goiás, a rede associa esse cenário ao interesse crescente por veículos híbridos plug-in, especialmente entre consumidores que já possuem SUVs convencionais e buscam alternativas com maior presença de tecnologia embarcada.
A combinação entre a utilização do veículo usado como parte do pagamento, a possibilidade de recarga em casa ou no trabalho e os recursos de assistência à condução aparece como um dos fatores que, segundo a concessionária, têm contribuído para a mudança de preferência.
Com unidades em Goiânia, Anápolis e Rio Verde, a Jetour Ramasa acompanha essa transformação no mercado regional, em que a escolha de um SUV passa a envolver, além das características tradicionais do veículo, questões relacionadas à motorização, à rotina de utilização e aos custos de abastecimento.
Sobre o Grupo Ramasa
Fundado em 1976, o Grupo Ramasa tem origem em Goiás e construiu sua atuação ao longo de cinco décadas, com presença em diferentes setores da economia. A holding atua nos segmentos automotivo, de construção civil, hotelaria, logística e agronegócio, além de manter operações no Distrito Federal, em Mato Grosso, Tocantins, Pernambuco e Alagoas.
No setor de logística, o grupo trabalha com armazenagem, aduana e gestão de modais ferroviário, rodoviário e aeroviário.
A trajetória automotiva começou em 1992. Atualmente, o portfólio reúne marcas como Toyota, Nissan, Mitsubishi, Bajaj, Triumph, Jaguar, Land Rover, Omoda & Jaecoo, Jetour e Ducati.
Segundo a empresa, a atuação do grupo é sustentada por relacionamentos de longo prazo e pelo foco na geração sustentável de valor, características que contribuíram para sua consolidação no mercado do Centro-Oeste brasileiro.








