A queda de 4% da moeda depois do primeiro turno já reduziu a receita em reais dos embarques. Para o produtor e a trading do Centro-Oeste, a mesa recomenda fixar parte agora e proteger o restante com piso até 25 de outubro
Para o exportador de soja, milho e carne do Centro-Oeste, o intervalo entre os turnos chegou com uma decisão difícil. O dólar caiu 4,12% em 5 de outubro, a R$ 5,0022, depois do resultado do primeiro turno, e cada saca vendida em dólar e ainda não convertida passou a render menos reais. O segundo turno é em 25 de outubro.
As duas reações instintivas puxam para lados opostos. Uma é fixar toda a safra a embarcar agora, com medo de que o dólar caia mais. A outra é esperar, na aposta de que a moeda volte a subir. A GX Capital recomenda dividir a decisão.
“Para o exportador, R$ 5,00 não é ponto de fixar tudo nem de esperar tudo: a mesa fixa metade do embarque de novembro em NDF de venda e usa o ACC para não depender do spot. A outra metade espera o resultado com piso definido”, afirma Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.
Como funciona o piso
O piso vem de uma opção de venda de dólar sobre a parcela não fixada. Se a moeda continuar caindo, a opção garante um valor mínimo de conversão. Se o dólar devolver parte da queda, o produtor vende a parcela aberta a um preço melhor. O ACC sobre o pipeline de embarques antecipa o caixa sem obrigar a liquidação no pior dia.
“Dois pontos de diferença no primeiro turno dizem que o segundo ainda é eleição, não evento precificado. A carteira tem que estar desenhada para a manhã de 26 de outubro nos dois resultados”, diz Teixeira.
O playbook Exportação Premium, da GX, simula R$ 245 mil por mês de receita adicional numa operação de soja estruturada em hedge em camadas. Na GX, o dimensionamento das parcelas passa pelo Auron IA, tecnologia própria no aplicativo do cliente. Para o produtor, a resposta ao título é: fixar parte da safra agora e garantir um piso para o resto até o dia 25.








