Viviane Aragão, fundadora da Eathern Longevité, marca desenvolvida pela Tessora, aposta em peptídeos e pesquisa aplicada
O Brasil está envelhecendo, e isso muda o consumo. De acordo com o Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país tem 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 15,6% da população, um aumento de 56% em relação a 2010.
O movimento acompanha uma tendência global. A economia do bem-estar alcançou US$ 6,8 trilhões em 2024 e deve chegar a quase US$ 9,8 trilhões em 2029, segundo o GWI (Global Wellness Institute). Pesquisa da McKinsey indica que mais da metade dos consumidores, de diferentes gerações, considera o envelhecimento saudável muito importante ou prioridade máxima.
O consumo de cuidados com a pele
Na beleza, os números seguem a mesma direção. O setor brasileiro de beleza e cuidados pessoais faturou R$ 200 bilhões em 2025, alta de 6,8% sobre o ano anterior, segundo a Euromonitor International, e a categoria de cuidados com a pele cresceu 9,6% em 2024. Pesquisa da Touch Branding para a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), divulgada em 2025, mostra que adultos com 40 anos ou mais se destacam no consumo desses produtos.
É esse público que a professora de Educação Física e fisioterapeuta Viviane Aragão acompanhou por boa parte da carreira. Ela treinou atletas e centenas de alunos, principalmente acima dos 40 anos, em trabalhos de força, mobilidade, composição corporal e longevidade funcional. Hoje, é fundadora da Eathern Longevité, marca de beleza, autocuidado e longevidade desenvolvida e operada pela Tessora e comercializada pela Casa Três.
A ciência por trás da proposta
Viviane participou do Peptide Summit Orlando, nos Estados Unidos, encontro dedicado ao estudo dos peptídeos e da sua relação com o envelhecimento humano, e recebeu a The Peptide Master Certification, certificação internacional em peptídeos, ao fim do curso ministrado por médicos pesquisadores.
Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos que participam de diversas funções do organismo, e a presença de alguns deles muda ao longo do envelhecimento. A pele é um dos focos dessas pesquisas, com estudos voltados a textura, firmeza, hidratação e barreira cutânea, porque é nela que os sinais do tempo costumam aparecer primeiro.
“Entender como o corpo envelhece e como os peptídeos participam desse processo mostra o que cada órgão precisa para envelhecer e viver melhor. E a pele é onde a gente costuma perceber isso primeiro”, afirma Viviane.
O interesse também aparece no mercado. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o segmento global de síntese de peptídeos cosméticos foi avaliado em US$ 247,53 milhões em 2025 e deve chegar a US$ 337,09 milhões em 2031. As aplicações antienvelhecimento responderam por 48,27% desse total em 2025.
Da trajetória à marca
Formada em Licenciatura Plena em Educação Física e Fisioterapia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Viviane soma 26 anos de experiência em saúde, performance humana, estética e longevidade. Entre 1999 e 2012, competiu no triatlo, incluindo provas de Ironman e meio Ironman, e o desgaste dessas provas a levou a estudar, na prática, o estresse oxidativo, a ação dos radicais livres e a glicação.
Esses temas formam o eixo da Eathern, ao lado da regeneração. A linha de estreia reúne cremes com peptídeos de cobre e PDRN, além de óleos puros. “O que busco para construir a Eathern é justamente isso: ciência aplicada. Por isso estou sempre nesses congressos, perto dos médicos pesquisadores. Envelhecer bem não é sorte, é ciência aplicada com disciplina ao longo da vida”, resume.
Com mais brasileiros acima dos 60 anos e consumidores que tratam o envelhecimento saudável como prioridade, o mercado de longevidade no país abre espaço para propostas como a da Eathern Longevité, que une skincare e pesquisa aplicada.








