A escolha de lâmpadas, fios, sensores e sistemas de aquecimento pode reduzir o consumo de eletricidade e aumentar a segurança das instalações residenciais. Especialista destaca cinco soluções que merecem atenção durante uma obra, além dos cuidados com os disjuntores.
A economia de energia elétrica começa ainda na construção ou reforma de um imóvel. A escolha de materiais e equipamentos eficientes, aliada ao dimensionamento correto da instalação elétrica, pode reduzir desperdícios, evitar sobrecargas e contribuir para a diminuição da conta de luz ao longo dos anos.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as lâmpadas de LED consomem até 90% menos energia do que as incandescentes. A tecnologia é uma das alternativas para reduzir os gastos com iluminação. Uma lâmpada incandescente de 60 watts, por exemplo, pode ser substituída por um modelo de LED de 9 watts, gerando uma economia aproximada de 7,65 kWh por mês, considerando cinco horas de uso diário durante 30 dias.
Com mais de 20 anos de experiência no mercado e no atendimento a eletricistas, Wiris Rezende, gerente da loja Rede da Construção Gasmat, em Aparecida de Goiânia, aponta cinco itens que podem contribuir para tornar as residências mais eficientes.
Entre eles estão as lâmpadas de LED, que oferecem boa luminosidade com menor potência elétrica; os fios e cabos com bitola adequada, fundamentais para evitar aquecimento excessivo, perdas de energia e riscos de acidentes; e os sensores de presença, que controlam automaticamente a iluminação em locais como corredores, escadas e garagens, reduzindo o tempo em que as lâmpadas ficam acesas sem necessidade.
O especialista também destaca os sistemas de aquecimento e energia solar. Segundo ele, o aquecimento solar de água pode proporcionar economia de até 70%, enquanto os painéis fotovoltaicos permitem gerar eletricidade a partir da luz solar. O retorno do investimento em sistemas fotovoltaicos, de acordo com o gerente, pode ocorrer entre 12 e 18 meses, embora o prazo dependa de fatores como custo de instalação, consumo da residência, tarifas e condições de geração.
O quinto item é o isolamento térmico, que ajuda a reduzir a entrada de calor no imóvel e pode diminuir a necessidade de uso contínuo do ar-condicionado. O planejamento pode incluir isolamento em telhados, paredes e coberturas, além de ventilação adequada e proteção contra a incidência direta do sol.
Além dessas medidas, Rezende ressalta a importância da escolha correta dos disjuntores, dispositivos responsáveis por proteger os circuitos contra sobrecargas e curtos-circuitos. Um chuveiro elétrico de 6.500 watts ligado a uma rede de 220 volts, por exemplo, demanda uma corrente aproximada de 29,5 amperes. Esse cálculo, porém, não determina sozinho a capacidade adequada do disjuntor, que também deve considerar as características do circuito e dos cabos.
O dimensionamento da instalação elétrica deve ser realizado por um profissional qualificado. Caso um disjuntor desarme repetidamente, a recomendação é solicitar uma avaliação técnica para identificar a causa do problema, em vez de simplesmente substituí-lo por outro de maior capacidade.







