EDUCAÇÃO

Celular infantil: como preparar crianças para os riscos do mundo digital

Presentear uma criança com um celular vai além de estabelecer limites para o tempo de uso. O acesso ao dispositivo também exige orientação para que ela aprenda a reconhecer golpes, proteger informações pessoais, desconfiar de desconhecidos e identificar situações que possam representar algum risco no ambiente digital. Às vésperas do Dia das Crianças, o assunto ganha ainda mais relevância diante de uma geração que cresce conectada a jogos, aplicativos, redes sociais e diferentes plataformas digitais.

O debate também ocorre poucos dias após o ECA Digital completar um ano, reforçando a discussão sobre a responsabilidade de plataformas, famílias, sociedade e Estado na proteção de crianças e adolescentes na internet. Segundo Luiza Dias, diretora-presidente da GlobalSign Brasil e especialista em cibersegurança, ferramentas de controle parental e configurações de segurança são importantes, mas não são suficientes. Entre os riscos estão golpes adaptados ao universo infantil, como links que prometem itens, moedas, skins, personagens ou vantagens gratuitas em jogos. Essas ofertas podem servir de isca para direcionar crianças a páginas falsas, obter credenciais e coletar dados pessoais.

Nesse cenário, a orientação desde a infância passa a ser parte importante da relação das crianças com a tecnologia. Entre os cuidados que podem ser discutidos estão os principais riscos enfrentados pelo público infantil na internet, como identificar golpes, proteger dados pessoais e cartões vinculados aos dispositivos, utilizar recursos de controle parental e equilibrar proteção, supervisão e autonomia. Luiza Dias está disponível para comentar o tema e orientar pais e responsáveis sobre como introduzir conceitos de segurança digital desde os primeiros contatos das crianças com a tecnologia. Presidente da GlobalSign Brasil, empresa de certificação digital, ela foi vencedora da categoria Melhor CEO do Open Mind Awards 2024 e é a única mulher latino-americana a ocupar a presidência de uma Autoridade Certificadora de Raiz Internacional. Com 19 anos de carreira, sendo dez deles na GlobalSign, Luiza também foi responsável pela implantação do primeiro escritório físico da empresa no Brasil, em Belo Horizonte (MG), e se tornou uma referência feminina no mercado de tecnologia e cibersegurança na América Latina.

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