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Casa de campo perto de Goiânia: Lago Corumbá IV entra no roteiro de fim de semana da capital

A cerca de 100 quilômetros de Goiânia pela BR-060, a Fazenda do Lago, do Grupo CPR, em Abadiânia, propõe uma casa de campo organizada em torno de haras, golfe e marina

A cerca de 100 quilômetros de Goiânia pela BR-060, a Fazenda do Lago, do Grupo CPR, em Abadiânia, propõe uma casa de campo organizada em torno de haras, golfe e marina

Para quem mora em Goiânia, a casa de campo sempre teve destinos certos: a chácara perto da cidade, Caldas Novas, Pirenópolis. Às margens do Lago Corumbá IV, no eixo da BR-060, um endereço novo entra nesse roteiro com outra proposta: em vez da casa isolada, um território de cerrado em que o lazer é compartilhado.

A Fazenda do Lago, do Grupo CPR, fica em Abadiânia, a cerca de 100 quilômetros de Goiânia, 47 de Anápolis e 109 de Brasília, segundo a incorporadora. São 2,8 milhões de metros quadrados à beira d’água e um masterplan de 803 lotes em sete fases, com lotes de 600 a 5.000 metros quadrados. A primeira fase, de 472 lotes em 32 quadras, está registrada em cartório.

O que o projeto prevê

O masterplan reúne haras, campo de golfe de padrão internacional com driving range, academia e clubhouse, marina, clube de tênis, vinícola, centro de bem-estar e um hotel dentro do clube. A lógica é de rotina, e não de passeio: o golfe, segundo o material do empreendimento, é “calendário, não esporte”, e o haras é o espaço do “passo do lugar, sem pressa”.

A água é parte central do desenho. O Corumbá IV, formado pelo reservatório da usina em operação desde 2006, tem cerca de 173 quilômetros quadrados de espelho d’água e banha sete municípios goianos, com espaço para barco, pesca e esportes náuticos a uma distância de fim de semana.

“Em Goiás, fazenda sempre foi sinônimo de trabalho. O que estamos construindo é a fazenda do convívio: o cavalo, o lago e o fim de tarde com os amigos, sem a lida e sem a porteira para cuidar”, diz Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.

Da chácara ao clube

A diferença para a chácara tradicional está em quem cuida da estrutura. Em vez de cada família manter o próprio cavalo, barco e campo, o projeto concentra essas estruturas e cuida delas como clube. O acesso ao empreendimento é por aprovação, por meio de uma curadoria de membros.

“A gente não pergunta ao morador se ele usa a estrutura. A estrutura é o motivo de ele estar aqui. O lote é consequência”, afirma o executivo.

O descanso também tem lugar no plano: centro de bem-estar com spa, academia, piscinas aquecidas, trilhas e espaços de meditação e yoga, kids village e um hotel dentro do clube, para que o fim de semana não acabe no domingo.

O plano responde também às perguntas práticas de quem vai passar o fim de semana longe da cidade. Estão previstos base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível dentro do loteamento, eletroposto junto ao acesso, heliporto e ambulatório.

O movimento aparece nos números do estado: pelo Censo do IBGE, os imóveis de uso ocasional em Goiás passaram de 113.455 em 2010 para 245.616 em 2022, alta de 116%. Hoje respondem por 7,6% dos domicílios goianos.

Como o reservatório também ajuda a abastecer o Distrito Federal desde 2022, a ocupação das margens segue regras próprias do Código Florestal, com faixa de preservação definida no licenciamento ambiental.

Para quem procura casa de campo perto de Goiânia, a comparação passa a incluir mais do que a distância. Vale olhar o que o projeto prevê em estrutura compartilhada, quem cuida dela, se o loteamento está registrado e como se entra na comunidade. No Corumbá IV, a resposta da Fazenda do Lago é uma fazenda em que o trabalho fica de fora.

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