O capitão de navio Iran Peixoto Martins Costa, de 39 anos, morreu no domingo (27) após passar mal enquanto almoçava com amigos em um restaurante localizado dentro de um shopping de Goiânia. Segundo a família, Iran sofreu uma parada cardiorrespiratória. Um amigo que estava com ele contou que o grupo havia saído para almoçar e que o capitão começou a passar mal por volta das 14h, antes de comer. “Foi horrível, nunca tinha passado por isso. Ainda mais com uma pessoa que era tão meu amigo”, relatou. Os primeiros socorros foram iniciados ainda no estabelecimento por uma enfermeira que estava no local e por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando a equipe chegou ao restaurante, as tentativas de reanimação já estavam sendo realizadas. Iran foi submetido a cerca de uma hora de reanimação cardiopulmonar, mas não resistiu, e a morte foi confirmada no local. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). A família informou que a causa da parada cardiorrespiratória ainda não foi identificada. O velório está previsto para a manhã desta segunda-feira (28), no Cemitério Vale do Cerrado, na GO-060, onde também será realizado o sepultamento, marcado para as 17h30.
Morador de Goiânia, Iran trabalhava em alto-mar como capitão de cabotagem e era oficial da Marinha Mercante, habilitado para comandar embarcações responsáveis pelo transporte de cargas e passageiros. Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o mestre de cabotagem exerce, na prática, a função de comandante da embarcação e também atua como gestor de uma unidade móvel complexa capaz de transportar toneladas de mercadorias. Amigos descreveram Iran como uma pessoa extrovertida, animada, humana e muito querida. Vanessa Setúbal, amiga que o conhecia havia mais de 20 anos, afirmou que ele era gentil, educado, generoso e sempre tinha uma palavra amiga e um abraço para oferecer. Ela contou que encontrou Iran pela última vez na terça-feira (22) e disse que guarda aquele encontro com carinho. “Naquele momento, eu não imaginava que estava vivendo uma das nossas últimas tardes juntos. Talvez a vida tenha me dado esse presente: de poder estar ao lado dele, rir com ele e me despedir sem saber que era uma despedida”, afirmou.








