Reservatório que cresceu no modelo de rancho e chacreamento vê o padrão da oferta subir de categoria com empreendimento de infraestrutura completa em Abadiânia
Quem acompanha o mercado de condomínios no Lago Corumbá IV conhece o padrão histórico da região: glebas parceladas, estrutura mínima, acesso com trecho de terra e a promessa de que o clube um dia sai do papel. É esse padrão que está sendo desafiado pelo maior projeto já lançado às margens do reservatório goiano.
A Fazenda do Lago, empreendimento do Grupo CPR em Abadiânia, ocupa 3 milhões de metros quadrados de frente para os 170 km² do lago com uma proposta invertida: infraestrutura antes da ocupação. São 19 amenidades organizadas em quatro clubes de operação independente, SPA, Marina, Golf Course e Surf Club, este com a maior piscina de ondas do Brasil, de tecnologia Wavegarden.
O parcelamento marca a diferença de categoria: 470 lotes em 33 quadras, o que deixa a maior parte do território fora do parcelamento, com energia e iluminação subterrâneas, monitoramento, ambulatório, kids village, heliporto e hotel previsto no perímetro. A entrada na comunidade passa por curadoria de membros, o Founder Circle.
“A gente não pergunta ao morador se ele usa a estrutura. A estrutura é o motivo de ele estar aqui. O lote é consequência”, destaca Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.
Para o comprador goiano e do Distrito Federal, o efeito imediato é de referência de comparação: a régua do que se espera de um condomínio no Corumbá IV sobe. Acesso 100% asfaltado pela BR-060, a 1h10 de Brasília e 1h40 de Goiânia, deixa de ser diferencial e passa a ser critério.
Para a região, o desfecho interessa além do mercado imobiliário: um polo de estrutura permanente às margens do lago movimenta serviços, empregos e turismo de fim de semana em Abadiânia e no entorno, e testa se o reservatório comporta o salto de paisagem para endereço.