Para brasileiros que pretendem retornar ao país em cinco, dez ou quinze anos, planejamento patrimonial pode começar ainda durante os anos vividos no exterior
Para brasileiros que vivem no exterior e pretendem retornar ao país em cinco, dez ou quinze anos, o planejamento financeiro não precisa esperar a data da volta para começar. Essa é a avaliação do empresário e especialista em estratégias patrimoniais Henrique Castro, fundador do Grupo Viabilizze e conhecido nas redes sociais como Henrique com Renda.
“Se você sabe que pretende voltar ao Brasil no futuro, por que esperar voltar para começar a construir patrimônio aqui? É possível utilizar os anos no exterior também como parte do planejamento”, afirma o especialista.
Uma das alternativas usadas nesse tipo de estratégia é o consórcio imobiliário, oferecido por administradoras como o Grupo Viabilizze, modalidade que permite organizar a aquisição de um imóvel ao longo do tempo, enquanto o brasileiro continua trabalhando e recebendo sua renda no exterior, sem precisar interromper a rotina fora do país para dar entrada no processo.
O tema ganha relevância diante do crescimento do número de brasileiros vivendo fora. Estima-se que 4,59 milhões estejam nessa condição, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os Estados Unidos concentram a maior parte desse grupo, cerca de 1,9 milhão de pessoas, seguidos por Portugal (360 mil), Paraguai (254 mil), Reino Unido (230 mil) e Japão (207 mil).
O sistema de consórcios brasileiro, por sua vez, também vem batendo recordes de adesão. São 12,85 milhões de consorciados ativos no país, dos quais cerca de 1,7 milhão participam de cotas do segmento imobiliário, com carta de crédito média entre R$ 175 mil e R$ 235 mil, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e do Banco Central. Juntos, esses ativos já representam mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Segundo Henrique Castro, ganhar mais no exterior não significa, por si só, construir patrimônio no Brasil.
“Muitos brasileiros saem do país para aumentar a renda, mas ganhar mais não significa necessariamente construir patrimônio. O importante é pensar no que está sendo construído com esse dinheiro ao longo dos anos”, afirma.
Um dos pontos de atenção nesse planejamento é a documentação exigida para uso do crédito após a contemplação, já que cada administradora pode realizar análises cadastrais, financeiras e documentais próprias, principalmente para quem recebe salário ou possui empresa em outro país. A recomendação é avaliar previamente essas condições e estruturar a operação de acordo com a realidade financeira de cada pessoa antes de contratar.
Para o especialista, a lógica por trás dessa estratégia é simples: quem já sabe que vai voltar ao Brasil pode aproveitar os anos vividos no exterior para começar a construir patrimônio no país, em vez de concentrar todo o planejamento apenas no momento do retorno definitivo.
Na avaliação de Henrique Castro, quanto antes o consorciado entra no grupo, maior é o tempo disponível até a contemplação, o que tende a favorecer o planejamento de quem ainda não tem data certa para voltar. Como o crédito só é liberado após a contemplação, por sorteio ou lance, esse período também pode ser usado para pesquisar região, tipo de imóvel e finalidade da compra, seja para moradia própria após o retorno, seja para geração de renda com aluguel.
Essa lógica de antecipação, segundo o especialista, tende a beneficiar principalmente quem já tem uma data aproximada de retorno em mente, mesmo que ainda não definitiva, já que permite alinhar o prazo do grupo de consórcio ao momento em que o crédito realmente fará sentido ser utilizado.
Quem quiser saber mais pode acompanhar Henrique Castro no Instagram (@henriquecomrenda) ou falar pelo WhatsApp (83) 99672-3104.