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Tamanduá é resgatado em estado grave após ser atingido por incêndio florestal em Goiás

Um tamanduá foi resgatado durante um incêndio florestal em Porangatu, no norte de Goiás, com queimaduras nas quatro patas e em estado grave de desidratação. O animal recebeu os primeiros socorros de equipes técnicas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e de médicos-veterinários do Centro de Bem-Estar Animal do município, que iniciaram imediatamente o atendimento. Segundo o órgão ambiental, o quadro clínico inicial era de extrema gravidade, devido à combinação das lesões provocadas pelo fogo e da perda intensa de líquidos, situação que exigiu uma intervenção rápida para evitar o agravamento das funções vitais do mamífero.

O tratamento emergencial incluiu fluidoterapia com soro para reposição hídrica intensiva e correção do equilíbrio hidroeletrolítico, além de oxigenoterapia como suporte respiratório. A equipe veterinária também realizou curativos nas lesões das quatro patas, com o objetivo de proteger os tecidos atingidos pelo fogo e prevenir infecções bacterianas. Por causa da delicadeza do quadro, os profissionais mantêm vigilância contínua sobre os sinais vitais do animal para acompanhar a evolução clínica e verificar a resposta aos procedimentos realizados. O tamanduá deverá permanecer sob cuidados até que os veterinários responsáveis autorizem a transferência para uma unidade com estrutura adequada ao tratamento das queimaduras.

De acordo com a Semma, está sendo preparada uma operação para o transporte do animal por aproximadamente 420 quilômetros até Goiânia. Na capital, o tamanduá será encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde dará continuidade ao processo de reabilitação e poderá receber tratamento avançado para as queimaduras. O trajeto rodoviário será realizado com acompanhamento e monitoramento dos ferimentos. A instituição também orienta a população a denunciar queimadas irregulares e crimes ambientais por meio dos canais oficiais do município, como forma de contribuir para a prevenção de novos casos e evitar que outros animais silvestres sejam feridos ou mortos.